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As Parcerias Público-Privadas são imperativas para a transição para uma Economia Circular Sustentável


DUBAI, 17 de janeiro de 2022 (WAM) -- CEOs, altos executivos e especialistas em sustentabilidade de várias empresas nacionais e internacionais enfatizaram a importância da cooperação e ação conjunta entre governo, setor privado e sociedade, para promover a transição para uma economia circular sustentável no país e ao redor do mundo, e para atingir as Metas de Desenvolvimento Sustentável.

Isto aconteceu durante um painel especial sobre Economia Circular que foi realizado como parte das atividades da Semana Global de Metas que aconteceu na Expo 2020 Dubai, de 15 a 19 de janeiro.

Ibrahim Al-Zu'bi, Diretor de Sustentabilidade, Majid Al Futtaim Holding, e Antonia Gawel, Chefe, Climate Action, Membro do Comitê Executivo, Fórum Econômico Mundial na Suíça participaram da discussão que foi moderada por Ruqayya Al Balushi, Diretor de Relações Internacionais no Escritório do Primeiro Ministro no Ministério de Assuntos de Gabinete.

A sessão, que contou com a presença de vários funcionários do governo nos EAU e no mundo, e membros do Comitê Nacional para os GDS, destacou a abordagem e os esforços da economia circular dos EAU, trabalhando em estreita colaboração com o setor privado, bem como uma série de tópicos relacionados com a aceleração da transição para uma economia circular.

A sessão também abordou a colaboração entre os participantes da economia circular, aproveitando a Quarta Revolução Industrial, e os meios nos quais a economia circular pode apoiar o Objetivo 12 que apela aos países para "assegurar consumo e produção sustentáveis".

Ibrahim Al-Zu'bi disse: "Como pioneiros da sustentabilidade nesta região e com base em nossa promessa de repensar como utilizamos os recursos, o lançamento de nossa estratégia de economia circular é um marco significativo na jornada da sustentabilidade. Até 2030, é nossa ambição que todas as empresas operacionais tenham circularidade no centro de suas operações, engajando-se ativamente com nossos fornecedores, clientes e as comunidades empresariais e governamentais em geral, para provocar mudanças e impactos sistêmicos".

Em suas observações conduzidas remotamente, Antonia Gawel elaborou sobre como a relação entre produção, consumo e economia global foi baseada no Crescimento Linear, devido à industrialização, desenvolvimento econômico, urbanização e gestão fracassada de resíduos.

"A IV Revolução Industrial Inovação será a chave para mudar a forma de funcionamento de nossa economia, a fim de integrar a circularidade". Nossa visão é que os inovadores em cada cidade e em cada país tenham o apoio, a rede e a percepção de que precisam para construir uma economia circular; com o apoio de todas as partes interessadas, estamos fazendo isso acontecer", observou Gawel em sua apresentação.

De acordo com o Fórum Econômico Mundial, a Economia Circular deverá contribuir com até US$ 4,5 trilhões em benefícios econômicos em 2030. No entanto, embora apenas 8,6% do mundo seja circular, será necessária uma abordagem coletiva dos governos através de legislação e leis, para que se estabeleça um roteiro claro implementado em conjunto com o setor privado e se compreenda os aspectos econômicos e comportamentais dos consumidores.

Os EAU e os participantes da Economia Circular também discutiram as várias iniciativas e programas da Economia Circular que o governo dos EAU anunciou, notadamente a "Política de Economia Circular dos EAU", uma estrutura abrangente para determinar a abordagem do país para alcançar uma governança sustentável e o uso ideal dos recursos naturais, adotando métodos de consumo e produção que garantam o bem-estar para as gerações atuais e futuras.

A política compreende vários objetivos-chave, incluindo a promoção da saúde ambiental, o apoio ao setor privado na adoção de métodos de produção limpos e a redução do estresse ambiental natural, para alcançar a visão do país de ser um pioneiro global do desenvolvimento verde.

A política é uma estrutura para identificar as prioridades em termos de consolidação do conceito de economia circular dentro de vários setores prioritários, principalmente infraestrutura verde, transporte sustentável, manufatura sustentável, produção e consumo sustentável de alimentos, além de outras áreas, tais como tecnologia, inovação e pesquisa e desenvolvimento, ao mesmo tempo em que aumenta a conscientização, fortalecendo capacidades, estabelecendo parcerias e plataformas de cooperação, e alcançando uma gestão abrangente de resíduos.

Espera-se que a política e seus resultados gerem lucros econômicos consideráveis para o país, mitiguem as pressões ambientais, garantam o fornecimento de matérias-primas, aumentem a competitividade, motivem a inovação, fortaleçam o crescimento econômico e criem oportunidades de emprego.

Vale notar que, sob a mesma estrutura, foi criado o Conselho de Economia Circular dos EAU com o objetivo de supervisionar a implementação da estratégia, em coordenação com as autoridades relevantes, bem como aprovar indicadores de desempenho relacionados à adoção da estratégia, harmonizar as estratégias federais e locais dentro das exigências da política, sugerir as bases gerais dos planos e projetos setoriais, incentivar a participação do setor privado em projetos e iniciativas relacionadas à economia circular, promover parcerias entre setores público e privado, bem como avançar na pesquisa científica em áreas correlatos.

Trad. por Nadia Allim.

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