Egito examina possibilidade de emitir títulos em dirhams dos Emirados e rúpias indianas, afirma ministro das Finanças

HONG KONG, 29 de janeiro de 2024 (WAM) -- O governo egípcio está estudando a possibilidade de emitir títulos pela primeira vez denominados em dirhams dos Emirados, rúpias indianas e dólares de Hong Kong. A medida faz parte da busca do Ministério por uma estratégia de financiamento diversificada, abrangendo vários mercados, investidores e ferramentas de financiamento.

Em uma declaração à Agência de Notícias dos Emirados (WAM) à margem do Fórum Financeiro Asiático em Hong Kong, o ministro das Finanças do Egito, Dr. Mohamed Maait, destacou as conversas em andamento com Christopher Hui, secretário de Serviços Financeiros e do Tesouro de Hong Kong, com relação às perspectivas de emissão de títulos em dólares de Hong Kong.

O ministro afirmou que essas emissões contribuem para a diversificação do portfólio de dívidas para incluir diferentes mercados e moedas e atrair investidores de todo o mundo a baixos custos de financiamento. E destacou a recente emissão de títulos verdes no valor de USD 750 milhões e sukuk soberano no valor de USD 1,5 bilhão.

Maait enfatizou o interesse do Governo egípcio em aumentar a cooperação com os EAU, especialmente nos campos tributário, econômico, financeiro e de investimentos, em todos os setores. E acrescentou que o Ministério das Finanças egípcio também está empenhado em reduzir quaisquer obstáculos fiscais ou alfandegários que as empresas dos Emirados possam enfrentar no Egito.

Esse esforço foi projetado para incentivar os empresários dos Emirados a expandir seus negócios, investir mais, aumentar a produtividade e aproveitar ao máximo as vantagens competitivas oferecidas pelas oportunidades disponíveis.

Com relação ao tamanho dos investimentos dos Emirados no Egito, Maait afirmou que mais de 1.700 empresas dos EAU estão investindo cerca de USD 29 bilhões (AED 106,5 bilhões) em projetos que abrangem vários setores, incluindo atacado e varejo, transporte, armazenamento, serviços de logística, setor financeiro, seguros, tecnologia da informação e comunicação, imóveis, construção, turismo, agricultura e segurança alimentar.