NOVA YORK, 15 de abril de 2024 (WAM) -- O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse que o Oriente Médio enfrenta um perigo real de um conflito devastador em grande escala, pedindo "máxima contenção" em uma região "à beira do abismo".
Ao discursar em uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU na noite de domingo, com a presença de representantes de Israel, Irã e Síria, para tratar dos recentes acontecimentos entre Irã e Israel, Guterres ressaltou a necessidade imperativa de diminuir as tensões, exercer a máxima contenção e se afastar da beira do conflito.
O secretário-geral reiterou a todos os membros das Nações Unidas os princípios consagrados na Carta das Nações Unidas, que proíbem estritamente o uso da força contra a estabilidade regional ou a soberania política de qualquer nação. Além disso, destacou a importância de manter a santidade das instalações diplomáticas e consulares, juntamente com seu pessoal, de acordo com o direito internacional em todas as circunstâncias.
"É vital evitar qualquer ação que possa levar a grandes confrontos militares em várias frentes no Oriente Médio. Agora é o momento de máxima contenção", disse o Guterres na abertura da reunião do Conselho de Segurança da ONU.
Lembrando a responsabilidade compartilhada da comunidade internacional de envolver todas as partes para evitar uma nova escalada, o secretário-geral da ONU acrescentou que havia uma responsabilidade semelhante para garantir um cessar-fogo humanitário imediato em Gaza, a libertação imediata e incondicional de todos os reféns e a entrega desimpedida de ajuda humanitária. Disse ainda que havia uma responsabilidade compartilhada adicional para acabar com a violência na Cisjordânia ocupada, diminuir a escalada da situação ao longo da Linha Azul e restabelecer a navegação segura no Mar Vermelho.
"Temos a responsabilidade compartilhada de trabalhar pela paz. A paz e a segurança regionais – e, na verdade, globais – estão sendo prejudicadas por hora. Nem a região nem o mundo podem se permitir mais guerras", concluiu Guterres.