MANAMA, 16 de maio de 2024 (WAM) -- A Cúpula da Liga Árabe no Bahrein foi concluída com a “Declaração do Bahrein”, uma documento abrangente que aborda a causa palestina. A declaração pede o envio de forças de paz da ONU para os territórios ocupados, até que a solução duradoura de dois Estados seja concretizada. O comunicado final também discutiu os conflitos na Líbia, Sudão, Síria e Iêmen, entre outros pontos.
Mais detalhadamente, a cúpula adotou os apelos do presidente palestino Mahmoud Abbas para “convocar uma conferência internacional sob os auspícios das Nações Unidas, para resolver a questão palestina com base na solução de dois Estados”. A declaração exigiu um cessar-fogo “imediato” em Gaza e o fim do deslocamento forçado no território palestino.
Os líderes convocados enfatizaram a necessidade de interromper imediatamente a agressão israelense à Faixa de Gaza, da retirada das forças de ocupação israelenses de todas as áreas do enclave, o levantamento do cerco imposto a ela, a remoção de todos os obstáculos e a abertura de todas as passagens para a entrada de assistência humanitária adequada em todo o território, além de permitir que as organizações das Nações Unidas, especialmente a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA, na sigla em inglês), operem e forneçam apoio financeiro para que possam cumprir suas responsabilidades com liberdade e segurança. Os líderes reiteraram a rejeição categórica de qualquer tentativa de deslocar à força o povo palestino de suas terras na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental.
A declaração condenou o controle das forças israelenses sobre o lado palestino da passagem de Rafah e pediu que Israel se retirasse de Rafah, a fim de garantir o acesso humanitário seguro. O documento também pediu que “todas as facções palestinas se unam sob a égide da Organização para a Libertação da Palestina”, acrescentando que a OLP é “o único representante legítimo do povo palestino”.
A declaração condenou também veementemente os ataques a navios comerciais, afirmando que eles ameaçam a liberdade de navegação, o comércio internacional e os interesses dos países e povos do mundo. A documento afirmou ainda o compromisso das nações árabes em garantir a liberdade de navegação no Mar Vermelho e nas regiões vizinhas.