BRASÍLIA, 18 de maio de 2024 (WAM) - Os principais especialistas em agricultura do G20 participaram de discussões sobre segurança alimentar e estratégias de adaptação às mudanças climáticas. Durante essas discussões, as trágicas ocorrências no sul do Brasil foram destacadas como um exemplo pungente das profundas consequências decorrentes do aquecimento global.
Os líderes agrícolas do G20 se reuniram para tratar de questões críticas de segurança alimentar e da adaptação dos sistemas agrícolas às mudanças climáticas, com o objetivo comum de garantir um futuro mais equitativo e sem fome para as próximas gerações.
Organizada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a reunião foi concluída em 17 de maio na sede do G20 em Brasília. Esse encontro faz parte do G20 - MACS, uma cúpula anual que reúne chefes de organizações de pesquisa agrícola afiliadas aos ministérios da agricultura ou órgãos equivalentes nos países do Grupo. E serve como uma plataforma para discussões de alto nível centradas na pesquisa e no desenvolvimento agrícola, com o objetivo de aumentar a conscientização global sobre os desafios da segurança alimentar e promover iniciativas internacionais de colaboração.
Silvia Massruhá, presidente da Embrapa, afirmou: “Estamos presenciando uma transição nutricional global. Nosso desafio é produzir alimentos mais nutritivos que atendam às preferências de uma base de consumidores exigentes, preocupados com a boa alimentação, a saúde e a procedência dos produtos, ao mesmo tempo em que promovem a sustentabilidade.”
As recentes enchentes no Rio Grande do Sul foram destacadas por todos os participantes como uma ilustração clara das tragédias relacionadas ao clima que necessitam de intervenção científica. A delegação brasileira defendeu esforços de colaboração a médio e longo prazos para reabilitar terras aráveis e mitigar calamidades futuras.
Marcelo Morandi, chefe de Assuntos Internacionais da Embrapa, destacou a prioridade de promover uma agricultura sustentável e resiliente. Ele enfatizou: "Nosso objetivo é garantir a produção de alimentos em quantidade e qualidade suficientes para combater a fome e a pobreza. Esse continua sendo nosso foco principal durante os três dias de reunião".
A ciência, a tecnologia e a inovação desempenham papéis vitais não apenas na promoção do avanço das práticas sustentáveis, mas também na orientação das decisões de políticas públicas. Nas últimas cinco décadas, os avanços tecnológicos no setor agrícola facilitaram um aumento notável na produtividade, que subiu de 140% para 580%, juntamente com uma expansão significativa do uso da terra de 20 para 70 milhões de hectares (de 49,4 para 173 milhões de acres).
Ressaltando esse progresso, a presidente da Embrapa observou, durante a abertura do evento, que "essas conquistas não teriam sido possíveis sem o inestimável apoio de aproximadamente cinco milhões de produtores rurais em todo o país".