ABU DHABI, 3 de junho de 2024 (WAM) -- O Ballet Hispánico de Nova York fez sua estreia no mundo árabe na última sexta-feira (31/05), no auditório da Fundação Cultural de Abu Dhabi, com uma apresentação de balé que celebrou a fusão da diversidade, do patrimônio e da cultura hispânica.
O cubano Eduardo Vilaro, diretor artístico e CEO do Ballet Hispánico, disse à Agência de Notícias dos Emirados (WAM) que estava “emocionado por trazer o espetáculo para esta parte do mundo”. Vilaro acrescentou que as artes servem como uma ponte para a humanidade. "Adoramos levar nossas vozes a todos os lugares possíveis para mostrar as muitas facetas de ser latino”, destacou.
Eduardo Vilaro disse ainda que o auditório teve ocupação de 90% durante os dois dias do programa, com 1.500 participantes “desfrutando de um show contemporâneo que celebrou as diferentes culturas latinas, com diferentes tipos de movimentos de dança, como balé clássico, jazz e formas modernas para criar um vocabulário de movimento distinto”.
O programa começou com 'Club Havana', de Pedro Rodriguez, uma homenagem à cultura cubana com influências da África Ocidental por meio de Mambo, Cha cha cha e Rhumba. Música de banda grande, figurinos deslumbrantes e a história de seis casais que visitam um clube levaram o público a uma viagem a Cuba na década de 1950.
A apresentação continuou com 'Sombrerísimo', de Annabelle López, um trabalho misterioso e lúdico que explora o significado cultural de um chapéu. A última apresentação, intitulada '18+1', foi um balé sobre a música de Pérez Prado, o famoso líder de orquestra mexicano, e coreografado por Gustavo Ramírez Sansano, apresentando os diferentes ritmos da América Latina com uma dança de humor.
O Ballet Hispánico, fundado em 1970 pela dançarina e educadora Tina Ramirez em Nova York, tinha como objetivo oferecer oportunidades para jovens e artistas latinos quando o acesso às artes era limitado para a comunidade.
Vilaro enfatizou o compromisso da companhia com a diversidade e o multiculturalismo, destacando a importância de abraçar diferentes perspectivas e ideias. “Como latinos, somos uma fusão de culturas como a africana, espanhola, asiática e outras, o que nos dá uma perspectiva única que celebra todas as partes dessas diásporas”, afirmou.
O diretor artístico enfatizou que o multiculturalismo “é importante porque nos ensina a sermos seres humanos melhores. É a porta de entrada para a unidade; se podemos ser bons vizinhos em uma cidade, então devemos ser bons vizinhos no mundo”.
Em parceria com a Embaixada dos Estados Unidos, o Ballet Hispánico, a maior organização cultural hispânica dos Estados Unidos e um dos Tesouros Culturais da América, já se apresentou nas Américas e no Caribe, na Europa e agora no Oriente Médio.
A apresentação em Abu Dhabi contou com a presença da embaixadora dos EUA nos Emirados Árabes Unidos, Martina Strong; do embaixador da Costa Rica, Francisco J. Chacón Hernández; do embaixador da Espanha, Iñigo de Palacio España; e do embaixador da França, Nicolas Niemtchinow, entre outros diplomatas e autoridades.
Marta Perez Cruzado