ABU DHABI, 20 de junho de 2024 (WAM) -- O Zonas Econômicas Khalifa Abu Dhabi - Grupo KEZAD, o maior operador de zonas econômicas integradas e construídas para fins específicos, e a Astha Biotech, uma empresa de investimento e desenvolvimento sediada nos Emirados Árabes Unidos, assinaram nesta quinta-feira um contrato de arrendamento para uma nova instalação na KEZAD Al Ain.
O acordo marca o lançamento da primeira empresa dos EAU voltada para a produção de microalgas com aplicações de alto valor nos setores de saúde, cosméticos, alimentos e aquicultura, com um investimento inicial da Astha Biotech de AED 44 milhões (US$ 12 milhões).
A instalação da Astha Biotech, que se estenderá por 38 mil metros quadrados, capturará até mil toneladas métricas de CO2 por ano, usando carbono de indústrias locais para cultivar microalgas. A empresa contratará e treinará uma equipe de 30 funcionários altamente qualificados para a unidade de produção de microalgas e o laboratório.
Mohamed Al Khadar Al Ahmed, CEO do Zonas Econômicas Khalifa Abu Dhabi - Grupo KEZAD, disse: "Estamos mais do que felizes em receber a Astha Biotech, uma empresa de infraestrutura com foco na economia verde. Nós do Grupo estamos desenvolvendo uma nova base de capacitação para que as empresas melhorem ainda mais suas práticas sustentáveis, incluindo uma transição que preserve o meio ambiente."
Por sua vez, Zouheir Bensaid, CEO do Grupo Astha Biotech, destacou: "Estamos muito orgulhosos de fazer parte do ambicioso programa de Abu Dhabi voltado para o desenvolvimento sustentável. Nosso projeto está alinhado com nossos valores, nos quais pretendemos traduzir a vontade de buscar novas soluções para lidar com os desafios dos nutrientes dietéticos orgânicos e a contribuição para a descarbonização do meio ambiente."
Com foco inicial no mercado de suplementos dietéticos, a produção da Astha Biotech de cepas de microalgas Spirulina, Haematococcus pluvialis e Chlorella será realizada de forma sustentável, usando processos de cultura fechados e fotobiorreatores.
A Astha Biotech usará as emissões de CO2 acumuladas pelas indústrias locais em suas instalações de cultivo como fonte de carbono para o crescimento das microalgas. A nova entidade tem como objetivo capturar até mil toneladas métricas de CO2 anualmente, superando a capacidade de sequestro de carbono de florestas ou campos de milho.