GENEBRA, 5 de julho de 2024 (WAM) -- O Fundo Xeica Fatima para Mulheres Refugiadas assinou dois novos acordos com a Agência da ONU para Refugiados (Acnur) em sua sede, em Genebra.
O primeiro renova sua parceria por três anos para apoiar refugiadas, enquanto o segundo lança um projeto de US$ 1 milhão para fornecer abrigo sustentável a pessoas deslocadas internamente (IDP, na sigla em inglês) em Burkina Faso e no Chade, beneficiando cerca de 871 famílias.
Os acordos foram assinados por Dominique Hyde, diretor de Relações Externas do Acnur, e Rashid Mubarak Al Mansouri, secretário-geral do Crescente Vermelho dos Emirados (ERC). A cerimônia contou com a presença da Dra. Maitha Al Shamsi, ministra de Estado e presidente do Comitê Supremo do Fundo Xeica Fatima para Mulheres Refugiadas, entre outras autoridades.
Essa colaboração segue uma discussão sobre o sucesso de projetos anteriores financiados pelo Fundo e explora novas maneiras de apoiar as refugiadas e suas famílias com iniciativas de desenvolvimento sustentável.
Em suas observações, a Dra. Al Shamsi transmitiu as saudações da xeica Fatima bint Mubarak, "Mãe da Nação", presidente da União Geral das Mulheres, presidente do Conselho Supremo para a Maternidade e Infância e presidente Suprema da Fundação para o Desenvolvimento da Família.
A ministra também enfatizou que o Fundo, em colaboração com o ERC e o Acnur, está comprometido com o empoderamento das refugiadas e tem como objetivo oferecer educação, assistência médica e desenvolvimento de habilidades para ajudar as mulheres a viver com dignidade e segurança.
Por sua vez, Al Mansouri elogiou o Fundo Xeica Fatima como uma iniciativa pioneira que já implementou vários programas para fortalecer as capacidades das mulheres em situação de deslocamento e refugiadas. Ele observou que a xeica Fatima criou a entidade em 2000, reconhecendo as condições adversas e os riscos enfrentados por aquelas que são deslocadas e a necessidade de ações para melhorar suas vidas.
Já Dominique Hyde observou o aumento das crises de deslocamento em todo o mundo e o impacto desproporcional sobre as mulheres e meninas, ressaltando a importância da solidariedade e da colaboração para atender às suas demandas urgentes.