Furacão Beryl destaca a necessidade de sistemas robustos de alerta precoce, defende a Agência meteorológica da ONU

GENEBRA, 8 de julho de 2024 (WAM) -- O furacão Beryl, que deixou um rastro de destruição do Caribe ao México – e agora nos Estados Unidos – mais uma vez ressaltou a necessidade urgente de sistemas robustos de alerta antecipado, disse a Agência Meteorológica da ONU (WMO, na sigla em inglês).

O Beryl é o furacão mais forte já formado no Atlântico durante o mês de junho e se intensificou rapidamente de uma depressão tropical para uma tempestade de categoria 4, atingindo brevemente a categoria 5 com ventos de até 240 km/h. O sistema atingiu o Texas no início da manhã de segunda-feira, horário local, como um furacão de Categoria 1, causando uma perigosa onda de tempestade e o risco de inundações repentinas.

Espera-se que o Beryl perca força rapidamente à medida que se desloca para o interior, de acordo com o centro regional especializado da Organização Meteorológica Mundial da ONU em Miami, que é operado pelo Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC).

A WMO também alertou para uma temporada de furacões muito intensa, com previsão de até 25 tempestades nomeadas até novembro. Entre elas, de oito a 13 podem se transformar em furacões.

"Precisamos estar especialmente atentos este ano devido ao calor quase recorde do oceano na região onde os furacões do Atlântico se formam e à mudança para as condições de La Niña, que, juntas, criam as condições para o aumento da formação de tempestades", disse Ko Barrett, secretária-geral adjunto da WMO.

"É por isso que a WMO e seus parceiros priorizaram a ação de alerta precoce em pequenas ilhas no âmbito da iniciativa internacional Early Warnings For All."