Príncipe herdeiro de Abu Dhabi se reúne com chefes de empresas de energia e participa da assinatura de parcerias internacionais com a ADNOC

ABU DHABI, 10 de julho de 2024 (WAM) -- O xeique Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, príncipe herdeiro de Abu Dhabi e presidente do Conselho Executivo do emirado, se reuniu com os chefes de empresas globais de energia para trocar opiniões sobre o futuro do setor e o compromisso dos Emirados Árabes Unidos em garantir a implementação de inovações sustentáveis, bem como a busca de colaboração internacional.

O xeique Khaled também presenciou a cerimônia de assinatura da adesão desses mesmos parceiros internacionais ao projeto de gás natural liquefeito (LNG, na sigla em inglês) de Ruwais – com menor intensidade de carbono – da ADNOC.

A bp, a Mitsui & Co., a Shell e a TotalEnergies receberão uma participação acionária de 10% cada no projeto Ruwais LNG, com a ADNOC mantendo uma participação majoritária de 60%.

Separadamente, a ADNOC assinou vários novos compromissos de vendas de LNG de longo prazo com parceiros internacionais, inclusive para a entrega de um milhão de toneladas por ano (mtpa) com a Shell e 0,6 mtpa com a Mitusi & Co., elevando a capacidade de produção para 70%.

A parceria reforça a posição de Abu Dhabi como um destino de investimento confiável e se baseia na Decisão Final de Investimento (FID) para o projeto Ruwais LNG, que foi endossada pelo xeique Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan como presidente do Comitê Executivo do Conselho de Administração da ADNOC, no mês passado.

O acordo foi firmado pelo Dr. Sultan Ahmed Al Jaber, diretor-administrativo e CEO do Grupo ADNOC; Murray Auchincloss, CEO da bp; Kenichi Hori, presidente e CEO da Mitsui & Co.; Wael Sawan, CEO da Shell; e Patrick Pouyanné, presidente e CEO da TotalEnergies.

Durante a reunião e a cerimônia de assinatura, o xeique Khaled destacou como a atratividade de Abu Dhabi para os investidores internacionais que operam no setor de energia – juntamente com o compromisso da liderança dos Emirados de aproveitar soluções tecnológicas inovadoras – está acelerando o crescimento econômico sustentável em todo o país.

O príncipe herdeiro enfatizou que os EAU continuam a dar passos significativos no enfrentamento dos desafios energéticos com investimentos em projetos limpos e menor intensidade de carbono, além de se envolver com parceiros reconhecidos mundialmente em iniciativas que promovem o crescimento de longo prazo em setores essenciais.

O xeique Khaled afirmou ainda o foco da liderança do país em impulsionar e melhorar as capacidades da força de trabalho com investimentos contínuos em pesquisa e desenvolvimento e inteligência artificial (IA), reforçando a importância de parcerias estratégicas para dividir conhecimento e experiência, abrindo novos caminhos.

O Dr. Al Jaber disse: "Estamos muito satisfeitos em receber a bp, a Mitsui & Co., a Shell e a TotalEnergies como parceiras no projeto Ruwais LNG da ADNOC, que será uma das instalações com menor intensidade de carbono do mundo. Como a demanda por gás natural continua a aumentar, esse acordo nos permitirá fornecer mais e com baixo teor de carbono para atender à crescente demanda atual e, ao mesmo tempo, ajudar na transição mundial para um futuro energético mais limpo. Além disso, o projeto vai acelerar o desenvolvimento desse complexo industrial, impulsionará o ecossistema local e criará mais empregos qualificados no setor privado para os cidadãos dos Emirados Árabes Unidos."

Atualmente em desenvolvimento na Cidade Industrial de Al Ruwais, em Al Dhafra, Abu Dhabi, essa será a primeira instalação de exportação de gás na região do Oriente Médio e Norte da África (MENA) com energia limpa. Ela aproveitará as mais recentes tecnologias e IA para minimizar as emissões e aumentar a eficiência.

Serão dois trens de liquefação de LNG de 4,8mtpa com uma capacidade total de 9,6mtpa. Como um combustível de transição crucial, que gera menos emissões de carbono em comparação com outros fósseis, a instalação mais do que dobrará a produção de gás natural pela ADNOC nos Emirados para cerca de 15mtpa, à medida que a companhia constrói seu portfólio internacional. A participação da bp, Mitsui & Co., Shell e TotalEnergies no projeto está sujeita às autorizações regulatórias habituais.

Murray Auchincloss, CEO da bp, declarou que a empresa tem orgulho de se juntar à ADNOC em seus planos para o Ruwais LNG, aprofundando a parceria estratégica de longa data. "Esse é mais um exemplo de nosso investimento no crescimento do gás no Oriente Médio, à medida que continuamos a fortalecer nossos negócios globalmente", ele afirmou.

Kenichi Hori, presidente e CEO da Mitsui & Co., disse acreditar que o gás natural continuará a desempenhar um papel importante para garantir o fornecimento estável de energia e responder às mudanças climáticas. "O projeto Ruwais LNG de baixo carbono se alinha perfeitamente à nossa estratégia. Estamos muito satisfeitos em colaborar com a ADNOC, com quem mantemos um forte relacionamento há mais de 50 anos, bem como com a BP, a Shell e a TotalEnergies, nossos parceiros globais de longo prazo no setor. Estamos entusiasmados em embarcar nessa nova jornada e comprometidos em contribuir para o seu sucesso", ressaltou.

Por sua vez, Wael Sawan, CEO da Shell, salientou: "Estamos muito satisfeitos em dar continuidade à nossa parceria de longa data com a ADNOC com o projeto Ruwais LNG. Em linha com nossa estratégia de criar mais valor com menos emissões, estamos investindo em capacidade adicional e aumentando nosso portfólio desse combustível líder mundial, de forma eficiente em termos de energia e competitiva em termos de carbono".

Patrick Pouyanné, presidente e CEO da TotalEnergies, disse estar muito satisfeito em unir forças com a ADNOC, um parceiro de longa data, no desenvolvimento desse novo projeto. "Em 2023, na COP28, as duas empresas se comprometeram a liderar a Carta de Descarbonização de Petróleo e Gás para reduzir as emissões de gases de efeito estufa do setor. Com a Ruwais LNG, estamos colocando esse princípio em prática com uma das plantas de menor intensidade de carbono do mundo, permitindo que o gás natural desempenhe plenamente seu papel de combustível de transição", concluiu.