ABU DHABI, 18 de julho de 2024 (WAM) – Uma delegação do Brasil participou esta semana do Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável, na Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA) e apresentou uma proposta de criação de uma aliança global de combate à fome e à pobreza.
Segundo as informações da Agência Brasil, parceira da WAM, o objetivo é agregar conhecimentos, finanças e parcerias para melhores as condições para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Esta agenda mundial foi estabelecida em 2015 pelas Nações Unidas com o propósito de construir e implementar políticas públicas para guiar a humanidade até 2030.
Representantes das Nações Unidas celebraram a iniciativa brasileira. “Elogio o Brasil pela liderança contra a fome e a pobreza e pelo compromisso de enfrentar os desafios globais”, ressaltou a secretária-geral adjunta da ONU, Amina Jane Mohammed. Ela ainda destacou que há 2,4 bilhões de pessoas no mundo que sofrem de insegurança alimentar, enquanto 4 bilhões não têm acesso a políticas de proteção social.
Para o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil, a Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza “é uma das principais iniciativas do país à frente do G20 [o grupo que reúne as 19 principais economias do mundo, a União Europeia e a União Africana.]”.
Quando assumiu a presidência rotativa do G20 em 2023, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou três eixos principais da gestão à frente do organismo internacional: o combate à fome, à pobreza e à desigualdade; as três dimensões do desenvolvimento sustentável (econômico, social e ambiental); e a reforma da governança global.
Desde então, Força-Tarefa do G20, encarregada de desenhar a Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, já vem trabalhando na composição de uma cesta de políticas públicas que reunirá toda a expertise acumulada, ao longo de décadas, com programas de transferência de renda, proteção social, alimentação escolar, entre outros, a partir da experiência de diversos países e organizações internacionais. De acordo 86 com relatórios internacionais já preparados para a presidência brasileira do G20, citados pela Agência Brasil, os recursos não chegam aos mais necessitados no mundo e raramente atingem a escala necessária para induzir mudanças transformacionais.
A Cúpula de Líderes do G20 vai acontecer nos dias 18 e 19 de novembro de 2024 na cidade do Rio de Janeiro. Em uma entrevista recente à WAM, o prefeito da cidade, Eduardo Paes, disse que a cidade está pronta para receber o evento. “Historicamente, toda vez que se pensa no Brasil, se pensa no Rio, se tem o desejo de vir ao Rio. Acho que o presidente Lula entende muito isso e não à toa que ele escolheu o Rio para ser a capital do G20”, afirmou Paes.
Pela quinta vez, os Emirados Árabes Unidos foram convidados para participar das reuniões do G2. O país participou das cúpulas na Índia, em 2023; na Indonésia, em 2022; na Arábia Saudita, em 2020; e na França em 2011.
O G20 é o grupo formado por África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coréia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, Turquia, União Europeia e União Africana, que recebeu status de membro na Cúpula de Nova Delhi, em setembro. O G20 responde por cerca de 85% do PIB mundial, 75% do comércio internacional e 2/3 da população mundial.