Conferência do Cairo pede aumento da ajuda humanitária a Gaza

CAIRO, 3 de dezembro de 2024 (WAM) -- A Conferência Ministerial do Cairo para Resposta Humanitária de Emergência a Gaza foi concluída com uma posição firme sobre o aumento da ajuda humanitária e a garantia de acesso seguro e desobstruído para sua distribuição na Faixa de Gaza. A conferência destacou a necessidade crítica de ajuda imediata e o estabelecimento de condições para permitir a entrega efetiva aos civis necessitados.

Organizada pela presidência egípcia e com a participação de representantes de vários países, organizações internacionais e agências humanitárias, a conferência ressaltou o papel fundamental das Nações Unidas e de suas agências especializadas. O evento reconheceu seus esforços heroicos no apoio a Gaza, especialmente durante a crise atual.

A declaração final enfatizou a importância dos esforços de recuperação inicial, estabelecendo a base para iniciativas de reconstrução de longo prazo lideradas pelo governo palestino com o apoio da ONU e da comunidade internacional.

Além disso, o documento enfatizou o papel indispensável da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) no fornecimento de suprimentos e serviços essenciais que salvam vidas. Foram feitos pedidos de financiamento e apoio adequados para manter suas operações essenciais.

Os participantes expressaram condolências pelas vidas perdidas durante o conflito em andamento e reiteraram a necessidade de mecanismos para garantir a segurança e a mobilidade dos trabalhadores humanitários em Gaza. Eles expressaram profunda preocupação com a situação humanitária catastrófica, observando que Gaza não possui zonas seguras. As violações do direito humanitário internacional e das resoluções do Conselho de Segurança da ONU foram condenadas, com pedidos de acesso humanitário adequado e um cessar-fogo sustentável.

A declaração reafirmou o apoio inabalável do Egito ao povo palestino e sua luta legítima por direitos inalienáveis, incluindo a autodeterminação e o estabelecimento de um Estado palestino independente e soberano ao longo das fronteiras de 1967, com Jerusalém Oriental como sua capital. O Egito também pediu a Israel que respeitasse suas obrigações sob a lei internacional como potência ocupante e prometeu continuar os esforços para um cessar-fogo duradouro e a libertação dos detidos.