Presidente da COP30 destaca aliança entre Emirados, Brasil e Azerbaijão como chave para fortalecer a governança climática

ABU DHABI, 6 de março de 2025 (WAM) – A aliança entre Emirados Árabes Unidos, Azerbaijão e Brasil – respectivamente, sede da COP28 e seus sucessores – tem sido um sucesso ao fortalecer a cooperação global para o clima, afirmou o embaixador André Corrêa do Lago, segundo a Agência Brasil.

Falando em uma reunião informal da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, nesta quarta-feira, o presidente designado da COP30 destacou a primeira edição do Global Stocktake (GST), mecanismo apresentado durante a COP28 para avaliar o progresso rumo às metas climáticas de longo prazo, como um dos principais avanços da cúpula.

“O GST é nosso guia para a missão de limitar o aquecimento global a 1,5ºC, dentro do nosso projeto coletivo de implementar a visão da Convenção do Clima e do Acordo de Paris – uma visão de fortalecimento da resposta global à ameaça das mudanças climáticas. Tudo isso sempre no contexto do desenvolvimento sustentável e dos esforços para erradicar a pobreza”, destacou Corrêa do Lago.

O diplomata afirmou que o fortalecimento dos instrumentos do multilateralismo é o caminho para reverter as interferências humanas que impactam o planeta.

“A escolha da Assembleia Geral para minha primeira viagem oficial fora do Brasil não é coincidência, mas um sinal claro de que a defesa do multilateralismo estará no centro da presidência brasileira da COP. O respeito à ciência será outro pilar da nossa gestão”, afirmou.

O presidente designado da COP30 ressaltou ainda que a cúpula, prevista para novembro na cidade amazônica de Belém, no estado do Pará, deve marcar a transição decisiva da fase de negociações para a de implementação e ações concretas.

“A tarefa que temos pela frente é fortalecer a governança climática e garantir mais agilidade, preparação e visão estratégica tanto na tomada de decisões quanto na implementação das medidas necessárias”, afirmou.

Segundo Corrêa do Lago, o Brasil espera que a COP30 proporcione um avanço significativo em três dimensões: proteger e expandir o legado institucional da Convenção do Clima; conectar as negociações e decisões políticas à vida real; e acelerar a implementação do Acordo de Paris por meio de soluções estruturais e iniciativas que vão além da ação climática multilateral, incluindo mudanças na governança global e na arquitetura financeira.

O presidente designado da COP30 também destacou a importância da entrega das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês), cujo prazo foi estendido após um baixo índice de submissões na data-limite original, em fevereiro.

“Os líderes nacionais devem honrar seu compromisso de continuar os esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC. Vidas humanas dependem disso. Empregos futuros dependem disso. Ambientes saudáveis dependem disso”, concluiu.