EAU condena ataques a campos de deslocados e equipes humanitárias nos arredores de El Fasher, no Sudão

ABU DHABI, 13 de abril de 2025 (WAM) — Os Emirados Árabes Unidos condenaram veementemente os ataques armados aos campos de deslocados de Zamzam e Abu Shouk, próximos a El Fasher, em Darfur, bem como a ofensiva contra grupos de ajuda humanitária e equipes de socorro que atuam na região. As ações resultaram em centenas de mortos e feridos entre civis, em clara violação ao direito internacional humanitário.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores dos EAU repudiou todos os atos de violência contra trabalhadores humanitários, que dedicam suas vidas a atender populações em situação de vulnerabilidade. O ministério reforçou que o ataque a profissionais de ajuda humanitária representa uma violação flagrante das convenções internacionais, que garantem a proteção de equipes médicas, de resgate e de assistência, e destacou a importância de preservar e respeitar essas pessoas para que não se tornem alvos em meio a conflitos.

O ministério também pediu que todas as partes envolvidas — que têm demonstrado completo desprezo pelo sofrimento do povo sudanês — cumpram suas obrigações legais conforme o direito internacional e a Declaração de Jeddah, além de seguirem os mecanismos propostos pelo grupo Alinhados por Salvamentos e Paz no Sudão (ALPS, na sigla em inglês). Os Emirados ressaltaram a necessidade de adotar medidas imediatas para proteger civis e garantir o acesso rápido e desimpedido de ajuda humanitária essencial por todos os meios disponíveis.

A chancelaria emirática reiterou que nenhuma parte envolvida tem o direito de obstruir arbitrariamente a prestação de assistência vital e condenou o uso político ou militar de ações humanitárias. Nesse sentido, o ministério fez um apelo à ONU para que impeça os grupos em conflito de instrumentalizarem a ajuda como ferramenta de guerra.

Os Emirados Árabes Unidos reafirmaram seu firme e contínuo compromisso com todos os esforços voltados à busca de uma solução pacífica para o conflito no Sudão, defendendo a implementação imediata de um cessar-fogo. O país declarou ainda que seguirá trabalhando ao lado de parceiros regionais e internacionais para restaurar a estabilidade e a paz para o povo sudanês.