ONU expressa profunda preocupação com ataque israelense a hospital em Gaza

NOVA YORK, 15 de abril de 2025 (WAM) – O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou profunda preocupação com o ataque realizado no domingo pelas forças israelenses ao Hospital Árabe Al-Ahli, que deixou o local inutilizado, causando um impacto devastador em um sistema de saúde já severamente comprometido na Faixa de Gaza.

Em uma declaração divulgada por seu porta-voz, Stéphane Dujarric, Guterres destacou que, de acordo com o direito internacional humanitário, os feridos e doentes, o pessoal médico e as instalações médicas, incluindo os hospitais, devem ser respeitados e protegidos. Os suprimentos médicos estão cada vez mais escasssos, enquanto as unidades hospitalares continuam a receber um grande número de vítimas.

O secretário-geral observou que quase 70% de Gaza está agora sob ordens de deslocamento emitidas por Israel ou dentro de uma zona "proibida", deixando os palestinos em Gaza sem um local seguro para se abrigar e com poucos recursos para sobreviver.

Guterres manifestou grande preocupação, pois a ajuda humanitária continua bloqueada, com Israel não permitindo a entrada de nenhum auxílio humanitário ou outros suprimentos essenciais há mais de sete semanas. As consequências humanitárias são devastadoras, com os estoques de alimentos se esgotando, a produção de água caindo drasticamente e os materiais para abrigos quase totalmente esgotados.

O secretário-geral lembrou que, sob o direito internacional humanitário, se toda ou parte da população de um território ocupado for inadequadamente abastecida, a Potência ocupante deve concordar com esquemas de socorro em nome dessa população e facilitá-los por todos os meios ao seu dispor.

Isso está refletido em várias resoluções do Conselho de Segurança, incluindo as resoluções 2730 (2024) e 2417 (2018), que condenam veementemente a negação ilegal de acesso humanitário e a privação de civis dos objetos indispensáveis à sua sobrevivência.