Emirados Árabes Unidos condenam incitação extremista à destruição da Mesquita de Al-Aqsa e violações contra cristãos em Jerusalém

ABU DHABI, 20 de abril de 2025 (WAM) – Os Emirados Árabes Unidos condenaram veementemente a incitação extremista promovida por organizações de colonos israelenses que pedem a destruição da Mesquita de Al-Aqsa e da Cúpula da Rocha (Qubbat Al Sakhrah).

O país também repudiou as violações cometidas contra cristãos em Jerusalém durante o Sábado Santo, incluindo a obstrução de acesso a igrejas e agressões físicas, e alertou para as graves consequências desses atos arbitrários, que podem intensificar as tensões e a escalada de violência na região.

Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores (MoFA) reiterou a posição firme dos Emirados Árabes Unidos quanto à importância de garantir a proteção plena dos locais sagrados islâmicos e cristãos, e de interromper imediatamente as violações graves e provocativas na Mesquita de Al-Aqsa.

O Ministério também destacou a necessidade de respeitar o papel de custódia do Reino Hachemita da Jordânia sobre os locais sagrados, conforme o direito internacional e o status histórico vigente, além de preservar a autoridade da Administração do Patrimônio Religioso de Jerusalém, responsável pela gestão da Mesquita de Al-Aqsa, da Cúpula da Rocha e dos pátios que as cercam.

A pasta expressou ainda total solidariedade e apoio às medidas adotadas pela Jordânia para proteger e preservar os locais sagrados.

O Ministério atribuiu às autoridades israelenses a responsabilidade de conter a escalada da situação e pediu esforços concretos para evitar o agravamento das tensões e da instabilidade regional, reafirmando a rejeição categórica dos Emirados a todas as práticas que violem as resoluções da legitimidade internacional e incentivem mais confrontos.

Por fim, os Emirados instaram a comunidade internacional a intensificar todos os esforços regionais e globais para encontrar um horizonte político que viabilize uma paz abrangente, baseada na solução de dois Estados e que atenda às aspirações do povo palestino de estabelecer um Estado soberano e independente, em conformidade com o direito internacional.