COIMBRA, 6 de outubro de 2025 (WAM) – O diretor-presidente da Autoridade do Livro de Sharjah (SBA, na sigla em inglês), Ahmed bin Rakkad Al Ameri, anunciou recentemente a inauguração do Centro de Estudos Árabes da Universidade de Coimbra, em Portugal — evento presidido por xeique doutor Sultan bin Mohammed Al Qasimi, membro do Conselho Supremo e governante de Sharjah. A iniciativa reflete sua visão de integrar a língua e a cultura árabe ao cenário educacional e cultural global.
Al Ameri destacou que a abertura do Instituto Cultural Árabe (ACI, na sigla em inglês) em Milão representa outro passo importante na promoção da literatura e da língua árabe na Europa. Segundo ele, o Centro de Coimbra complementará esse esforço ao conectar instituições educacionais e culturais de Sharjah a cidades-chave ao redor do mundo, criando oportunidades para aprendizado acadêmico, intercâmbio cultural e inovação.
Com o apoio da xeica Bodour bint Sultan Al Qasimi, presidente da Autoridade do Livro de Sharjah, o centro organizará eventos culturais, oficinas, projetos de tradução e intercâmbios literários, com o objetivo de fortalecer parcerias internacionais, ampliar a cooperação em pesquisa e expandir a presença cultural de Sharjah no cenário global. A iniciativa busca promover o entendimento mútuo e evidenciar o comprometimento de Sharjah e dos Emirados Árabes Unidos com o compartilhamento de conhecimento e cultura.
O professor Wael Farouk, diretor do Instituto Cultural Árabe em Milão e docente da Universidade Católica do Sagrado Coração, ressaltou a importância tanto do Centro de Estudos Árabes de Coimbra quanto do Instituto em Milão. Ele explicou que ambas as instituições fazem parte de um projeto mais amplo liderado pelo governante de Sharjah para fortalecer a presença internacional da língua árabe. “Muitos países possuem centros culturais para promover suas línguas e tradições; agora é a vez do mundo árabe ter instituições semelhantes”, afirmou.
Farouk descreveu o Instituto Cultural Árabe de Milão como o primeiro de uma rede de centros culturais árabes voltados ao diálogo e ao aprofundamento dos laços entre as sociedades árabes e ocidentais. Esses centros destacam as contribuições históricas e intelectuais da cultura árabe para o conhecimento e a criatividade globais, sob a coordenação da Autoridade do Livro de Sharjah.
Ao refletir sobre o primeiro ano de atividades do instituto, Farouk afirmou que ele já atraiu milhares de estudantes interessados em aprender árabe. Além de sediar eventos culturais, o instituto também oferece serviços linguísticos a diversas comunidades. Entre suas iniciativas, firmou um acordo com o Ministério da Justiça da Itália para ensinar árabe a agentes e promover o conhecimento da cultura árabe e islâmica, além de uma parceria com uma escola secundária para oferecer aulas de árabe.
O instituto também colabora com o Ministério do Turismo da Itália no treinamento de profissionais da hotelaria e do turismo, especialmente no norte do país, para aprimorar a recepção a visitantes árabes e respeitar suas preferências culturais. Outras parcerias foram estabelecidas com intelectuais franceses e de diferentes países europeus.
Farouk mencionou ainda que o instituto participa de concursos de caligrafia árabe, declamação de poesia e redação, com diversos alunos premiados.
Além disso, o instituto criou clubes de cinema e de leitura árabe e promove pesquisas sobre a influência da cultura árabe na Itália, que levaram à descoberta de 300 moedas árabes antigas em um museu italiano. O estudo sobre essas peças está sendo conduzido por um professor especialista, e um livro sobre a trajetória histórica dessas moedas até a Itália está em preparação.