NOVA YORK, 7 de outubro de 2025 (WAM) — O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou veementemente as detenções arbitrárias contínuas de funcionários da ONU e de organizações parceiras, bem como a apropriação ilegal de instalações e bens da organização em áreas sob controle dos rebeldes houthis no Iêmen.
Em comunicado divulgado por seu porta-voz, Stéphane Dujarric, Guterres informou que as autoridades houthis detiveram recentemente mais nove funcionários da ONU, elevando para 53 o total de integrantes da organização arbitrariamente presos desde 2021. O secretário-geral destacou que essas ações prejudicam a capacidade da ONU de operar no país e de fornecer assistência humanitária essencial.
Guterres expressou profunda preocupação com a segurança de todos os funcionários da ONU no Iêmen e reiterou seu apelo urgente pela libertação imediata e incondicional de todos os colaboradores das Nações Unidas, de organizações não governamentais, da sociedade civil e de missões diplomáticas.
Ele ressaltou que os funcionários da ONU devem ser respeitados e protegidos de acordo com o direito internacional e que devem poder exercer suas funções de maneira independente e sem impedimentos.
O secretário-geral também reiterou que as instalações e os bens das Nações Unidas são invioláveis e devem ser protegidos em todas as circunstâncias, em conformidade com a Carta da ONU e com a Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas.
O comunicado afirmou ainda que a ONU continuará a atuar por todos os meios disponíveis para garantir a libertação imediata e segura de todos os funcionários detidos arbitrariamente e a restituição das instalações e bens das agências da organização.
Por fim, Guterres reafirmou o compromisso inabalável das Nações Unidas com o povo iemenita e com suas aspirações por uma paz justa e duradoura.