GENEBRA, 14 de novembro de 2025 (WAM) -- Os Emirados Árabes Unidos afirmaram que as Forças Armadas do Sudão continuam a explorar todas as plataformas disponíveis para difundir alegações falsas e infundadas contra o país, em uma tentativa de enganar a comunidade internacional e desviar a atenção de sua responsabilidade pela devastação imposta ao Sudão.
“Em vez de direcionar seus esforços para pôr fim à guerra civil que desencadearam, estão dedicando suas energias a campanhas de desinformação que buscam prolongar o conflito e impedir qualquer caminho sério e construtivo rumo à paz”, declarou Jamal Al Musharakh, representante permanente dos Emirados Árabes Unidos junto às Nações Unidas e outras organizações internacionais em Genebra, ao pedir direito de resposta às declarações do representante sudanês — que representa uma das partes em guerra no país — durante a 38ª sessão especial do Conselho de Direitos Humanos sobre a situação de direitos humanos em El Fasher e arredores, no contexto do conflito em curso no Sudão.
Al Musharakh afirmou que relatórios das Nações Unidas documentam crimes de guerra e graves violações do direito internacional cometidos tanto pelas Forças Armadas do Sudão quanto pelas Forças de Apoio Rápido. “As Forças Armadas do Sudão rejeitaram a trégua humanitária, apesar dos esforços intensivos dos Estados Unidos, no âmbito do grupo Quad — com apoio dos Emirados Árabes Unidos —, que poderia ter evitado a recente escalada em El Fasher e permitido a entrega de ajuda humanitária”, ressaltou.
Os Emirados Árabes Unidos reafirmaram seu apoio a todos os esforços para alcançar um cessar-fogo imediato e abrangente e conclamaram as duas partes em conflito a cumprir suas obrigações legais e humanitárias e a priorizar os interesses do povo sudanês, que continua a arcar com as consequências dessa guerra sem sentido.
O país reiterou ainda o compromisso de trabalhar ao lado de parceiros regionais e internacionais, incluindo o Quad, para lançar um processo de transição abrangente que abra caminho para a formação de um governo civil independente, não controlado por nenhuma das partes em guerra.
“Quem afirma ter construído a glória de outras nações deveria refletir sobre a destruição que causou ao seu próprio povo e dedicar seus esforços à reconstrução de seu país, em vez de disseminar informações falsas”, afirmou Al Musharakh.
Ele concluiu dizendo: “Nações não se constroem sobre massacres e destruição, mas sobre paz, tolerância e diálogo. Não podemos esquecer que a Autoridade de Porto Sudão, que hoje busca atrair simpatia internacional nesta sessão, é a mesma que afundou Darfur em sangue há vinte anos e que, novamente, tomou o poder à força do governo civil eleito democraticamente em outubro de 2021.”