Banco Mundial diz que Emirados demonstram liderança com nova estratégia de inclusão financeira

ABU DHABI, 17 de novembro de 2025 (WAM) -- Ousmane Dione, vice-presidente do Banco Mundial para a região Oriente Médio, Norte da África, Afeganistão e Paquistão (MENAAP, na sigla em inglês), afirmou a importância do lançamento da Estratégia de Inclusão Financeira dos Emirados Árabes Unidos, descrevendo a iniciativa como um passo significativo que abre caminho para novos avanços e demonstra a liderança clara do país nesse campo.

Em declarações à Agência de Notícias dos Emirados (WAM), à margem da Cúpula de Líderes do Oriente Médio e Norte da África sobre Inclusão Financeira — realizada ao longo de dois dias em Abu Dhabi pelo Banco Central dos Emirados Árabes Unidos, em parceria com o Fundo Monetário Árabe e o Banco Mundial —, Dione destacou sua satisfação em participar do evento e mencionou os desafios urgentes enfrentados pela região, incluindo a inclusão financeira.

Ele observou que os Emirados Árabes Unidos reúnem, neste encontro, o Fundo Monetário Árabe e o Banco Mundial, em um gesto que reflete compromisso sólido e vontade política clara para avançar a agenda da inclusão financeira, não apenas no país, mas em toda a região.

Dione destacou que a importância dessa orientação não está apenas na modernização, na digitalização e na melhoria dos serviços financeiros, mas também na capacidade de reduzir, paralelamente, o fosso entre inclusão financeira e inclusão social.

A autoridade acrescentou que o lançamento da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira dos Emirados Árabes Unidos, juntamente com o estabelecimento de uma parceria regional pioneira entre bancos centrais árabes, representa um marco histórico, pois se trata, fundamentalmente, de transformar vidas ao reduzir lacunas financeiras e promover o bem-estar financeiro para todos.

O vice-presidente do Banco Mundial destacou a dimensão do desafio: apenas 39% dos adultos na região árabe têm conta financeira, em comparação com 75% nos países de renda baixa e média. Apenas 29% utilizam pagamentos digitais, enquanto a diferença entre homens e mulheres chega a 17 pontos percentuais.

Dione enfatizou que esses números exigem ação urgente. Inclusão financeira, afirmou, não se resume ao acesso a contas, mas ao uso eficaz e responsável dos serviços financeiros — um caminho que, em última instância, fortalece a capacidade das pessoas de administrar necessidades e obrigações, lidar com choques, perseguir seus objetivos e conquistar confiança em sua vida financeira.