ABU DHABI, 17 de dezembro de 2025 (WAM) — O presidente do Escritório Nacional de Mídia dos Emirados Árabes Unidos e do Conselho de Mídia dos Emirados Árabes Unidos, Abdulla bin Mohammed bin Butti Al Hamed, descreveu a mídia responsável como a artéria vital que alimenta a coesão social e um escudo sólido para proteger a família diante de desafios contemporâneos.
Durante um painel do 5º Fórum da Família de Abu Dhabi, com o tema “O papel da mídia e dos influenciadores no fortalecimento da coesão familiar e na construção da imagem positiva do país”, Al Hamed afirmou que conteúdo verdadeiro e com propósito é a base da estabilidade do lar. Segundo ele, ao destacar exemplos que incorporam valores como compaixão, a mídia consciente atua como parceira na formação da identidade nacional e no fortalecimento do sentimento de pertencimento. O painel foi mediado pelo profissional de mídia Ahmed Alyammahi.
Al Hamed afirmou que os Emirados Árabes Unidos veem a mídia como parceira na educação e como válvula de segurança social. “Fortalecer a família começa com conteúdo midiático que fale a linguagem dos valores nacionais”, disse, ao ressaltar que o discurso construtivo é uma semente de estabilidade familiar.
Ele reiterou que a liderança do país reconhece a família como núcleo da visão nacional e base de sua sustentabilidade. Como fonte de estabilidade social e guardiã da consciência pública, uma família coesa garante que o país avance sem se afastar de seus valores morais e humanitários.
Al Hamed destacou o papel central de profissionais de mídia e influenciadores na promoção de um discurso que reforce valores familiares e apresente modelos positivos. Ele elogiou o legado da xeica Fatima bint Mubarak, conhecida como a “Mãe da Nação”, presidente da União Geral das Mulheres (GWU, na sigla em inglês), presidente do Conselho Supremo para a Maternidade e a Infância e presidente suprema da Fundação para o Desenvolvimento da Família (FDF), cuja visão, segundo ele, consolidou o fortalecimento da família como abordagem civilizatória de longo prazo, equilibrando a unidade familiar e assegurando uma formação consciente para as futuras gerações.
“Profissionais de mídia e influenciadores têm responsabilidade direta na construção da imagem do país. Um discurso equilibrado não apenas projeta uma impressão global positiva dos Emirados Árabes Unidos, como também amplia a confiança interna e fortalece a estabilidade social”, afirmou.
Al Hamed acrescentou que a imagem de um país hoje é produto direto de suas narrativas digitais e midiáticas e ressaltou que cada conteúdo fortalece ou enfraquece a identidade nacional, o que impõe uma responsabilidade inegociável a profissionais de mídia e influenciadores. Ele apontou as redes sociais como principal vetor de comportamento entre as novas gerações e destacou o impacto direto na dinâmica familiar. Para Al Hamed, essa mudança exige maior letramento midiático para proteger a sociedade de influências passageiras. Para construir uma reputação nacional positiva, defendeu a transição de estratégias reativas para proativas — abordagem liderada, segundo ele, pelo Escritório Nacional de Mídia para assegurar uma narrativa nacional capaz de conduzir o debate global.
A autoridade dos Emirados também ressaltou a importância de investir em histórias centradas nas pessoas e em resultados concretos. Isso inclui desenvolver redes de influenciadores que atuem dentro de um ecossistema unificado, alinhado a valores sociais e prioridades nacionais.
Al Hamed alertou influenciadores contra a busca por fama ou engajamento em detrimento de valores autênticos. Disse que popularidade passageira não justifica a adoção de comportamentos que contradigam costumes e tradições dos Emirados Árabes Unidos. Ao lembrar que todos os emiradenses são filhos do falecido xeique Zayed bin Sultan Al Nahyan, afirmou que preservar a herança comum de respeito e moderação é um dever moral e nacional.
Concluiu ao reafirmar que a mídia responsável e os influenciadores funcionam como primeira linha de defesa da identidade nacional e como o principal aliado da família diante de desafios modernos. Ao se dirigir aos influenciadores como expressão do “soft power” do país, pediu que tratem suas plataformas como um compromisso de confiança, transformando-as em ferramentas para fortalecer a coesão social, proteger o patrimônio cultural e apresentar um modelo emiradense inspirador de família, enraizado na identidade e aberto ao futuro.