ABU DHABI, 22 de fevereiro de 2026 (WAM) — Os ministérios das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Egito, Jordânia, Indonésia, Paquistão, Turquia, Arábia Saudita, Qatar, Kuwait, Omã, Bahrein, Líbano, Síria e Estado da Palestina, além das secretarias da Organização de Cooperação Islâmica (OIC, na sigla em inglês), da Liga dos Estados Árabes (LAS) e do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), manifestaram forte condenação e profunda preocupação com declarações do embaixador dos Estados Unidos em Israel, que indicou ser aceitável que Israel exerça controle sobre territórios pertencentes a Estados árabes, incluindo a Cisjordânia ocupada.
Os países afirmaram rejeição categórica a essas declarações, classificadas como perigosas e provocativas, e apontaram que elas constituem violação flagrante dos princípios do direito internacional e da Carta das Nações Unidas, além de representar grave ameaça à segurança e à estabilidade da região.
Os ministérios ressaltaram que as declarações contradizem diretamente a visão apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, bem como o Plano Abrangente para Encerrar o Conflito em Gaza, baseados na contenção da escalada e na criação de horizonte político para uma solução abrangente que garanta ao povo palestino seu próprio Estado independente. Destacaram ainda que o plano se fundamenta na promoção da tolerância e da convivência pacífica e que declarações que buscam legitimar o controle sobre terras de terceiros comprometem esses objetivos, alimentam tensões e representam incitação, em vez de avanço rumo à paz.
Os ministérios reafirmaram que Israel não possui qualquer soberania sobre o Território Palestino Ocupado ou sobre quaisquer outras terras árabes ocupadas. Reiteraram a firme rejeição a tentativas de anexação da Cisjordânia ou de separação do território da Faixa de Gaza, a oposição à expansão de assentamentos no Território Palestino Ocupado e a rejeição categórica a qualquer ameaça à soberania de Estados árabes.
Os países advertiram que a continuidade de políticas expansionistas e medidas ilegais por parte de Israel tende a intensificar a violência e o conflito na região e a comprometer as perspectivas de paz, e defenderam o fim dessas declarações consideradas incendiárias. Os ministérios reafirmaram o compromisso com o direito inalienável do povo palestino à autodeterminação e à criação de um Estado independente nas fronteiras de 4 de junho de 1967, bem como com o fim da ocupação de todas as terras árabes.