Emirados Árabes Unidos: Ataques terroristas iranianos tiveram como alvo infraestrutura civil crítica

GENEBRA, 25 de março de 2026 (WAM) — Os Emirados Árabes Unidos afirmaram que ataques iranianos classificados como graves e terroristas, que já duram 26 dias, envolveram mais de 2.000 mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones contra infraestrutura civil crítica, incluindo aeroportos, áreas residenciais e outros locais civis no país, que descreveu as ações como uma violação flagrante da soberania nacional e do direito internacional humanitário.

Em declaração ao Conselho de Direitos Humanos nesta quarta-feira (25/03), o representante permanente dos Emirados junto ao Escritório das Nações Unidas em Genebra, Jamal Al Musharakh, afirmou: “O que estamos testemunhando hoje não é apenas uma escalada militar, mas um comportamento sistemático e imprudente que mina os fundamentos da ordem internacional e ameaça a segurança e a estabilidade regional e global, especialmente ao atingir infraestruturas diretamente ligadas à segurança dos civis, à segurança energética, à economia global e às cadeias internacionais de abastecimento.”

Al Musharakh acrescentou que também é importante lembrar que os ataques graves do Irã não têm como alvo países com os quais está em guerra, mas sim seus vizinhos — países que, reiteradamente, e nos últimos meses, fizeram esforços intensos para evitar essa escalada, com base na convicção de que soluções militares geram crises e consequências graves para a região.

Segundo Al Musharakh, o Irã se encontra isolado de seus vizinhos e da comunidade internacional, em desafio à Carta das Nações Unidas e em tentativa de desestabilizar a ordem internacional por meio de ações imprudentes para impor hegemonia. “Além disso, vemos que o Irã tenta justificar seus ataques injustificados e totalmente irresponsáveis ao classificá-los como ‘ataques de retaliação’.”

Nesse contexto, o diplomata afirmou a rejeição categórica dos Emirados a qualquer justificativa apresentada pelo Irã para explicar esses ataques, ao mesmo tempo em que ignoram a posição clara do país de não permitir que seu território seja utilizado em qualquer operação militar contra o Irã.

“O que não pode ser ignorado neste contexto é a contradição evidente entre as narrativas infundadas do Irã sobre boa vizinhança e suas ações no terreno, incluindo a justificativa para atingir civis, infraestrutura e locais civis — entre eles aeroportos, portos, instalações petrolíferas, pontos turísticos, instalações críticas, usinas de energia e edifícios residenciais. Os Emirados Árabes Unidos perderam três integrantes de suas Forças Armadas, enquanto seis civis morreram e outros 166, de 29 nacionalidades diferentes, ficaram feridos nesses ataques terroristas”, disse.

Além disso, o representante dos Emirados afirmou que as repercussões desses ataques brutais vão além da região, já que sua continuidade ameaça a navegação em rotas estratégicas, incluindo o Estreito de Hormuz, compromete a estabilidade dos mercados de energia e das cadeias globais de abastecimento e agrava pressões econômicas e sociais, afetando diretamente os direitos à segurança e ao desenvolvimento de pessoas em todo o mundo.

Al Musharakh acrescentou: “Testemunhamos no Conselho de Segurança das Nações Unidas a adoção da histórica resolução 2817, que condena com veemência os ataques iranianos graves contra os Emirados Árabes Unidos, os demais Estados do Conselho de Cooperação do Golfo e o Reino Hachemita da Jordânia. A resolução foi copatrocinada por 136 Estados-membros da ONU e envia uma mensagem clara e unificada de que a comunidade internacional não tolerará ataques à soberania dos Estados nem o direcionamento deliberado contra civis e infraestrutura crítica.”

Além disso, a adoção da resolução pelo Conselho da Organização Marítima Internacional — copatrocinada por mais de 115 Estados-membros, o maior número de copatrocinadores na história da organização — condena de forma enfática as ameaças e os ataques do Irã contra embarcações, bem como o fechamento do Estreito de Hormuz.

“Nesse contexto, conclamamos hoje o Conselho de Direitos Humanos a dar um passo decisivo para condenar as violações de direitos humanos resultantes dos ataques ilegais do Irã contra países que são pilares e parceiros da paz na região”, enfatizou.

Al Musharakh afirmou ainda: “Permitam-me lembrar a qualquer inimigo do modelo dos Emirados Árabes Unidos que meu país, desde sua fundação, foi construído com base na boa vizinhança e na construção de pontes, guiado pela visão de uma liderança que acredita em uma vida digna, na tolerância, na convivência e na rejeição do ódio. Esse modelo também se fundamenta em estratégias econômicas sólidas e orientadas para o futuro e na abertura ao mundo por meio da construção de parcerias internacionais sustentáveis, que fizeram da economia dos Emirados uma das mais avançadas e adaptáveis do mundo.”

Al Musharakh declarou que, mais importante ainda, o modelo dos Emirados está assentado em bases inabaláveis e em uma determinação firme de alcançar desenvolvimento e prosperidade. "Reafirmamos que os Emirados Árabes Unidos mantêm seu pleno direito de adotar todas as medidas necessárias para proteger sua soberania, sua segurança nacional e sua integridade territorial, em conformidade com o Artigo 51 da Carta das Nações Unidas, e para garantir a segurança de seus cidadãos, residentes — de 200 nacionalidades — e visitantes, com base em seu direito à autodefesa de acordo com o direito internacional”, disse.

O representante dos Emirados Árabes Unidos concluiu dizendo: “Desta tribuna, ressaltamos que os ataques graves do Irã demonstraram a força de nossas instituições, a resiliência de nosso sistema nacional, a unidade de nossa sociedade e a determinação de nosso povo.”