RIAD, 26 de março de 2026 (WAM) — O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), Jasem Mohamed Albudaiwi, saudou a adoção por consenso, pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, da resolução intitulada “Efeitos da recente agressão militar lançada pelo Irã”.
Apresentada pelo Bahrein em nome dos países do CCG e da Jordânia, a resolução recebeu amplo apoio de mais de 100 países de diferentes grupos regionais.
“A adoção desta resolução durante o debate urgente realizado na quarta-feira, 25 de março de 2026, como parte da 61ª sessão do Conselho de Direitos Humanos, reflete uma rejeição internacional categórica aos ataques flagrantes do Irã contra os territórios de Estados-membros que não participam de qualquer conflito”, afirmou Albudaiwi.
Segundo o secretário-geral, a resolução também expressa condenação global aos graves impactos dessa agressão à luz do direito internacional e às ameaças à paz e à segurança internacionais.
Albudaiwi elogiou o conteúdo do documento, especialmente a condenação clara aos efeitos dos ataques deliberados e injustificados lançados pelo Irã contra civis e infraestruturas civis críticas.
“Esses ataques resultaram em vítimas civis e danos extensos nos países do CCG e na Jordânia, além das implicações mais amplas das ações ilegais do Irã para a estabilidade regional e internacional, incluindo a segurança marítima, a proteção ambiental, as rotas comerciais globais e o desenvolvimento sustentável”, acrescentou.
O secretário-geral também destacou que a resolução enfatiza a obrigação do Irã de cumprir seus deveres relacionados à proteção dos direitos humanos e ao respeito ao direito internacional. Entre esses pontos estão o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, a proteção de civis, a cessação imediata das violações e a obrigação de reparar os danos decorrentes dessas ações, além do apelo ao diálogo e a meios pacíficos para a resolução de disputas.
Albudaiwi ressaltou ainda que o amplo apoio à resolução, adotada por consenso, demonstra um acordo internacional de que ataques contra Estados que não são parte em conflitos não podem ser justificados sob qualquer pretexto e carecem de base legal ou factual.
A autoridade ressaltou que a resolução insta o Irã a cumprir suas obrigações no âmbito do direito internacional dos direitos humanos e da Carta das Nações Unidas, o que exige acompanhamento internacional rigoroso para garantir a responsabilização e evitar a repetição dessas violações.
Albudaiwi reafirmou o compromisso dos países do CCG com os direitos humanos, o respeito ao direito internacional e a preservação da estabilidade regional e internacional. Concluiu elogiando os esforços do grupo do Golfo, presidido pelo Bahrein, e da Jordânia em Genebra para convocar a sessão de emergência e mobilizar apoio internacional para a aprovação da resolução.