NOVA YORK, 2 de abril de 2026 (WAM) — A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, na sigla em inglês) confirmou em um novo relatório divulgado na quarta-feira (2/04) que a navegação marítima pelo Estreito de Ormuz praticamente parou, com uma queda de 95% no número de embarcações que atravessam a rota diariamente no último mês.
O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, lamentou os impactos desse novo cenário e afirmou que a interrupção deve reduzir em pelo menos 1% o crescimento anual do comércio de bens, além de pressionar a inflação com a alta dos preços do petróleo bruto.
Com base no relatório da UNCTAD, Dujarric também projetou uma desaceleração do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) global para cerca de 2,6% até o fim do ano, acompanhada de volatilidade nos mercados acionários e desvalorização cambial em países em desenvolvimento.
O porta-voz destacou o apelo da UNCTAD para que governos adotem um conjunto de políticas capaz de estabilizar os níveis de preços diante das crescentes pressões inflacionárias, especialmente sobre as populações mais vulneráveis. Entre as medidas sugeridas está a possibilidade de bancos de desenvolvimento oferecerem empréstimos emergenciais.
Em resposta a jornalistas, Dujarric afirmou que as Nações Unidas trabalham para restabelecer a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz. Ele lembrou que essa é uma demanda não apenas do secretário-geral da ONU, mas também do Conselho de Segurança.
“O Conselho aprovou uma resolução sobre o tema”, disse, ao mencionar o mecanismo proposto pelo secretário-geral e liderado por seu enviado pessoal recentemente nomeado para buscar formas de restaurar a paz na região como um todo.