ABU DHABI, 7 de abril de 2026 (WAM) — O Pavilhão Nacional dos Emirados Árabes Unidos anunciou que apresentará a exposição “Washwasha” de 9 de maio a 22 de novembro de 2026, como parte da 61ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza.
A exposição é curada por Bana Kattan, curadora e diretora associada de exposições do projeto Guggenheim Abu Dhabi, com assistência da curadora Tala Nassar.
“Washwasha” reúne obras de seis artistas: Alaa Edris, Mays Albaik, Jawad Al Malhi, Farah Al Qasimi, Lamya Gargash e Taus Makhacheva. Os trabalhos exploram paisagens sonoras contemporâneas nos Emirados Árabes Unidos e sua capacidade de preservar vestígios de memória, refletir transformações rápidas e captar movimento, migração e conexões profundas com o território.
O título “Washwasha”, uma representação fonética da palavra árabe para “sussurro”, serve como ponto de partida para explorar temas como movimento, tecnologia, histórias orais e a relação entre linguagem, corpo e identidade. Esses temas refletem as experiências vividas por muitos que moldam e são moldados pelo cenário cultural dos Emirados Árabes Unidos.
O som há muito serve como plataforma de expressão coletiva, desde a tradição oral e os círculos de poesia até iniciativas locais de radiodifusão. “Washwasha” insere práticas artísticas contemporâneas nesse contínuo de transmissão e troca.
Essas histórias apresentam os Emirados Árabes Unidos não como uma forma cultural fixa, mas como um espaço moldado por mobilidade, comunicação e múltiplas formas de escuta entre terra e mar. Ao contrastar práticas sonoras coletivas do passado com culturas contemporâneas de escuta mediadas por tecnologia, a exposição reflete sobre como mudanças na infraestrutura — arquitetônica, tecnológica e social — transformaram a forma como as comunidades escutam e são ouvidas.
Paralelamente à exposição, o pavilhão publicará um volume com ensaios e conversas que exploram o som sob perspectivas históricas, pessoais e teóricas.
O Pavilhão Nacional dos Emirados Árabes Unidos continua a envolver comunidades locais para apoiar o crescimento das indústrias culturais e criativas por meio de programação pública e oportunidades profissionais especializadas.
O ministro da Cultura, xeique Salem bin Khalid Al Qassimi, afirmou que, desde sua criação, o Pavilhão Nacional dos Emirados Árabes Unidos tem servido como plataforma para promover e apresentar o talento criativo do país no cenário global da Bienal de Veneza. "O pavilhão continua a fortalecer seu papel central no ecossistema cultural dos Emirados e a ampliar sua presença no país. Seguimos comprometidos em apoiar essa plataforma essencial, que destaca a contribuição dos Emirados para o diálogo global em arte, design e arquitetura”, acrescentou o ministro.
Angela Migally, diretora-executiva da Fundação Salama bint Hamdan Al Nahyan, destacou que o Pavilhão Nacional dos Emirados Árabes Unidos segue comprometido em apoiar pesquisas artísticas que refletem a diversidade e a complexidade da realidade contemporânea. "Este projeto reúne pesquisa, prática e diálogo público, criando um espaço para reflexão, troca e novas perspectivas. Temos a honra de participar da Bienal de Arte 2026 com uma exposição que contribui de forma significativa para o debate global, mantendo-se profundamente enraizada em seu contexto cultural.”
Bana Kattan, curadora da exposição, declarou que “‘Washwasha’ é uma exposição liderada por artistas, com cada participante oferecendo uma perspectiva distinta e valiosa sobre seus temas. "É uma honra colaborar com esse grupo de artistas, que desempenham papel central no cenário artístico dos Emirados, e com o Pavilhão Nacional nesta ocasião. A pesquisa gerada pela exposição, aprofundada na publicação que a acompanha, apresenta múltiplas perspectivas sobre a natureza transitória e intangível da história”, disse.
Laila Binbrek, diretora do Pavilhão Nacional dos Emirados Árabes Unidos – Bienal de Veneza, lembrou que o pavilhão do país segue comprometido em compartilhar e valorizar o rico patrimônio imaterial dos Emirados por meio da expressão artística contemporânea. "Esta exposição coletiva reúne artistas de diferentes gerações, refletindo a profundidade e a continuidade do tecido cultural dos Emirados. Esta edição também demonstra o impacto de investimentos contínuos no desenvolvimento artístico e na colaboração”, destacou.
O Pavilhão Nacional dos Emirados Árabes Unidos é comissionado pela Fundação Salama bint Hamdan Al Nahyan e conta com o apoio do Ministério da Cultura, com sede permanente no Arsenale – Sale d’Armi, em Veneza.