WASHINGTON, 21 de abril de 2026 (WAM) — A água esteve entre as principais prioridades nas reuniões de primavera de 2026 do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington.
O destaque ao tema foi impulsionado pelo lançamento da nova iniciativa global do Banco Mundial, Water Forward, e pela atuação da delegação dos Emirados Árabes Unidos, liderada por Abdulla Balalaa, ministro assistente das Relações Exteriores para Energia e Sustentabilidade.
Balalaa conduziu uma série de reuniões de alto nível ao longo da semana para mobilizar apoio à Conferência da ONU sobre Água de 2026 e defender colaborações e soluções inovadoras e inclusivas voltadas à implementação do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 (ODS 6), que trata do acesso universal à água e ao saneamento.
O representante emiradense se reuniu com autoridades dos Estados Unidos e de outros países, bancos multilaterais de desenvolvimento, investidores institucionais, líderes empresariais, empreendedores e especialistas de centros de pesquisa. As discussões abordaram a situação geopolítica na região, a necessidade de fortalecer o tema da água na agenda global, a segurança hídrica e o papel do setor privado no financiamento de soluções.
Balalaa se encontrou com Jacob Helberg, subsecretário de Estado dos Estados Unidos para Assuntos Econômicos, além de representantes do Departamento de Energia e da Agência de Proteção Ambiental, destacando a cooperação entre Emirados e Estados Unidos. Ele também se reuniu com Ajay Banga, presidente do Banco Mundial, e Sidi Ould Tah, presidente do Banco Africano de Desenvolvimento.
A autoridade dos Emitados liderou ainda a participação do país no lançamento da iniciativa Water Forward, que busca ampliar o acesso seguro à água para 1 bilhão de pessoas nos próximos quatro anos. A proposta prioriza a água como recurso econômico estratégico e pretende mobilizar capital privado, filantropia e financiamento público.
Balalaa também participou de reunião promovida pelo Centro de Resiliência Climática do Atlantic Council sobre financiamento para o setor hídrico, ao lado de representantes do Banco Mundial, do Goldman Sachs e de outras instituições.
Segundo ele, a Conferência da ONU sobre Água de 2026 será um ponto de convergência geopolítica sobre o tema. Balalaa afirmou que os Emirados, em parceria com o Senegal, coanfitrião do encontro, pretendem mobilizar esforços internacionais nos próximos meses e defendeu que governos, empresas e demais atores adotem soluções inovadoras, inclusivas e mensuráveis para enfrentar a urgência dos desafios globais relacionados à água.
Balalaa também participou de encontro na Câmara de Comércio dos Estados Unidos, onde discutiu a Conferência da ONU sobre Água de 2026 e oportunidades para acelerar a adoção de novas tecnologias e investimentos em infraestrutura hídrica. A reunião contou com a participação da Agência de Proteção Ambiental, do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, além de representantes de instituições multilaterais e do setor privado.
Nos últimos dois anos, os Emirados Árabes Unidos têm participado ativamente de consultas em diferentes regiões do mundo para incentivar a participação inclusiva no processo da conferência, com o objetivo de viabilizar a implementação do ODS 6, melhorar condições de vida, restaurar ecossistemas e ampliar o acesso e a gestão sustentável da água e do saneamento.
As reuniões de alto nível em Washington serão seguidas por novas consultas preparatórias para a conferência, que ocorrerá em Abu Dhabi no fim do ano.
Os Emirados Árabes Unidos e o Senegal serão os coanfitriões da Conferência da ONU sobre Água de 2026, que tem como objetivo acelerar a implementação do ODS 6, voltado a garantir o acesso e a gestão sustentável da água e do saneamento para todos.
O encontro será o resultado de um amplo processo de diálogo e consultas globais, incluindo a reunião preparatória de alto nível realizada em Dacar, em janeiro de 2026, além de iniciativas contínuas para mobilizar líderes da indústria, do setor privado, da comunidade financeira, da sociedade civil, povos indígenas e jovens.
O processo também reúne 12 copresidentes que lideram seis diálogos interativos voltados à construção de soluções ambiciosas, inclusivas e inovadoras.
Como coanfitriões da conferência, Emirados Árabes Unidos e Senegal defendem o engajamento de todos os setores, com foco em soluções políticas, técnicas e transformadoras capazes de enfrentar a escala e a urgência dos desafios globais relacionados à água e ao saneamento. O objetivo é realizar um encontro voltado à ação, com impacto direto na melhoria das condições de vida, na recuperação de ecossistemas e na ampliação do acesso à água potável e ao saneamento.