NOVA YORK, 1º de maio de 2026 (WAM) — O ministro de Estado dos Emirados Árabes Unidos, Khalifa bin Shaheen Al Marar, defendeu a reabertura imediata e incondicional do Estreito de Ormuz e afirmou que o Irã deve ser responsabilizado por obstruir ilegalmente a navegação internacional. A declaração foi feita durante debate aberto de alto nível do Conselho de Segurança da ONU sobre a segurança e proteção das vias marítimas, presidido pelo Bahrein.
Al Marar afirmou que, nos últimos anos, o Conselho adotou medidas importantes para enfrentar ameaças à segurança marítima, especialmente diante dos ataques iranianos não provocados contra países do Golfo e a Jordânia, além das ameaças decorrentes da obstrução deliberada da navegação no Estreito de Ormuz pelo Irã. "Esses esforços se refletem na adoção da Resolução 2817, que condenou quaisquer ações ou ameaças do Irã destinadas a fechar, obstruir ou interferir na navegação internacional no Estreito de Ormuz”, disse.
Al Marar acrescentou que as decisões recentes do Conselho da Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), de seu comitê jurídico e do Conselho de Direitos Humanos da ONU refletem a posição da comunidade internacional, que exige que o Irã encerre suas ações ilegais no Estreito de Ormuz e em seu entorno e garanta que o estreito permaneça aberto, com passagem irrestrita, em conformidade com o direito internacional.
O ministro disse ainda que permitir que o Irã utilize o estreito como instrumento de pressão e ganho político comprometeria a estabilidade e a segurança exigidas pela ordem internacional e pelo comércio global. "Caso o país continue a fechar o estreito, isso criará um precedente perigoso que pode enfraquecer a liberdade de navegação em vias marítimas estratégicas ao redor do mundo”, declarou.
Durante o discurso, Al Marar detalhou as violações atribuídas ao Irã, incluindo a imposição de taxas ilegais a embarcações em trânsito, ataques e ameaças consideradas terroristas contra a navegação, a colocação de minas e o tratamento discriminatório a embarcações estrangeiras — ações que violam resoluções internacionais, especialmente a Resolução 2817 do Conselho de Segurança.
“Diante da coerção econômica e das flagrantes violações do direito internacional, meu país responsabiliza o Irã e sustenta que o país deve reparar todos os danos causados por suas ações ilegais, incluindo os impactos sobre o mar e o meio ambiente marinho.”
O ministro ressaltou que, devido à importância estratégica do Estreito de Ormuz, os efeitos de seu fechamento já são sentidos globalmente e tendem a se intensificar, afetando a segurança energética, as cadeias de suprimento e o acesso a alimentos e fertilizantes essenciais, sobretudo em países do Sul Global, com impactos significativos na economia mundial.
“As ações do Irã reforçam a necessidade de uma resposta coletiva da comunidade internacional para garantir a liberdade de navegação e o direito de passagem pelo Estreito de Ormuz de forma sustentável e sem restrições.”
Al Marar reiterou a disposição dos Emirados Árabes Unidos de participar de todos os esforços para manter o estreito aberto, em conformidade com o direito internacional.
Antes do debate, o ministro participou de uma coletiva conjunta liderada pelo chanceler do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, com representantes de mais de 90 países, que pediram ao Irã que cesse imediatamente suas ações ilegais e garanta a abertura do estreito com livre passagem, conforme o direito internacional.
Os países participantes destacaram que o fechamento do Estreito de Ormuz e os ataques contínuos representam ameaça à segurança internacional e aos direitos de navegação, com consequências em escala global.