NOVA YORK, 18 de maio de 2026 (WAM) — A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), vinculada à ONU, informou que monitora de perto a situação na usina nuclear de Barakah, em Abu Dhabi, por meio de coordenação contínua com as autoridades emiradenses competentes. A organização manifestou ainda total disposição para prestar assistência, se necessário.
As declarações foram feitas por Farhan Haq, porta-voz adjunto do secretário-geral da ONU, que reiterou a profunda preocupação de António Guterres diante de relatos indicando que ataques com drones provocaram um incêndio em um gerador elétrico nas proximidades da usina de Barakah.
Haq ressaltou que qualquer ataque contra instalações nucleares é completamente inaceitável e deve ser condenado como uma violação flagrante do direito internacional. Segundo ele, não devem ocorrer novos ataques próximos a infraestruturas civis, incluindo usinas nucleares.
O porta-voz também lembrou os repetidos alertas do secretário-geral da ONU contra uma nova escalada do conflito no Oriente Médio e afirmou que os relatos sobre o incidente próximo à usina de Barakah reforçam a necessidade de interrupção imediata dos combates.
Questionado sobre a postura do Irã em relação ao Estreito de Ormuz, Haq alertou que esse tipo de desdobramento pode provocar um grande problema global. Segundo ele, a situação poderia levar à escassez de combustível e fertilizantes, desencadeando diferentes crises, entre elas aumento da inflação, desaceleração do crescimento econômico e uma futura crise alimentar, especialmente nos países em desenvolvimento e nos menos capazes de suportar essas consequências.
Nesse contexto, o porta-voz reiterou a posição do secretário-geral da ONU em defesa da liberdade de navegação na região, em conformidade com o direito internacional e o direito marítimo.
Ao comentar o anúncio iraniano da criação de um órgão chamado “Autoridade do Estreito do Golfo” para regular a passagem pelo Estreito de Ormuz, Haq afirmou que a ONU rejeita qualquer iniciativa destinada a restringir a liberdade de navegação em alto-mar ou no estreito.
Sobre a proposta iraniana de transferir urânio enriquecido para a Rússia em vez dos Estados Unidos, o porta-voz afirmou que a posição das Nações Unidas é contrária à ampliação do número de países com armas nucleares ou programas nucleares militares. Segundo ele, o principal objetivo deve ser reduzir a ameaça representada por esse tipo de armamento em todo o mundo.