Emirates Global Aluminium informa avanços na retomada das operações em Al Taweelah e atualiza desempenho dos negócios

ABU DHABI, 2 de julho de 2026 (WAM) – A Emirates Global Aluminium (EGA, na sigla em inglês) informou avanços na retomada da produção em sua unidade de Al Taweelah, com importantes etapas iniciais do processo de recuperação concluídas antes do previsto.

A unidade de Al Taweelah sofreu danos significativos em 28 de março, quando ataques iranianos à Zona Econômica Khalifa de Abu Dhabi (Kezad) provocaram a paralisação emergencial das operações.

Segundo a empresa, a segurança e o bem-estar de empregados e prestadores de serviços continuam sendo sua principal prioridade. Dois funcionários ficaram feridos e precisaram ser hospitalizados, mas já receberam alta e seguem em recuperação.

A EGA criou uma equipe especializada para conduzir, de forma segura e eficiente, os trabalhos de recuperação e retomada das operações em Al Taweelah.

Os reparos na infraestrutura danificada avançaram rapidamente. Os serviços essenciais já foram restabelecidos em toda a unidade, enquanto o fornecimento de gás natural e eletricidade deverá ser ampliado gradualmente, de acordo com as necessidades do plano de retomada.

Para retomar a produção de alumínio primário na fundição de Al Taweelah, a EGA precisa restaurar progressivamente cada uma das 1.262 cubas eletrolíticas.

A remoção dos ânodos foi concluída em todas as cubas, a limpeza do banho eletrolítico foi finalizada em cerca de 90% delas e o metal solidificado foi retirado de mais de 20% das unidades. A primeira cuba restaurada voltou a operar em 26 de maio. Até o momento, 89 cubas já foram reativadas.

A produção de alumínio primário será ampliada gradualmente à medida que mais cubas forem restauradas. O retorno aos níveis anteriores ao incidente poderá levar até um ano, embora a empresa esteja trabalhando para acelerar esse cronograma.

A fundição de lingotes (casthouse) de Al Taweelah produziu o primeiro metal fundido em 4 de maio. A unidade está refundindo o metal solidificado retirado das cubas durante os trabalhos de recuperação para fabricar produtos acabados de alumínio, além de utilizar o metal proveniente das cubas já restauradas.

A unidade de reciclagem de Al Taweelah estava na fase final de comissionamento e havia iniciado a produção de metal reciclado quando ocorreu o incidente. Os trabalhos de comissionamento foram retomados em abril, e a produção recomeçou no início de maio. A expectativa é que a capacidade plena seja atingida em até seis meses, conforme o cronograma original, dependendo da disponibilidade de sucata.

Na refinaria de alumina de Al Taweelah, a primeira produção é esperada para o início do terceiro trimestre, com possibilidade de rápida ampliação até a capacidade total, condicionada à otimização da cadeia de suprimentos de bauxita. A empresa informou que a retomada da produção de alumínio primário não depende da operação plena da refinaria.

O CEO da Emirates Global Aluminium, Abdulnasser Bin Kalban, afirmou que a empresa executa, de forma rápida e segura, um plano claro e disciplinado para restaurar a produção em Al Taweelah, considerado um dos mais importantes complexos de produção de alumínio do mundo. "Estamos avaliando todas as oportunidades para acelerar ainda mais esse cronograma e alcançaremos nosso objetivo de sair dessa situação ainda mais fortes. Nossos colaboradores responderam a esse desafio com dedicação e compromisso, e agradeço pelo empenho demonstrado na construção do futuro da EGA", disse.

A unidade de Jebel Ali continua operando com capacidade total. Segundo a empresa, o volume médio diário de matérias-primas recebidas supera atualmente a demanda necessária para manter a produção na unidade e apoiar a recuperação de Al Taweelah, enquanto os estoques dessas matérias-primas nos Emirados Árabes Unidos continuam aumentando.

A EGA informou ainda que possuía volumes significativos de metal em transporte marítimo e armazenados em depósitos no exterior no início do conflito, o que permitiu manter o abastecimento de parte de seus clientes.

As restrições à logística de exportação impostas a partir de março provocaram a suspensão temporária de novos embarques, levando ao acúmulo de estoques de produtos acabados nos Emirados Árabes Unidos.

A empresa também avançou na criação de rotas alternativas de exportação por meio de portos localizados fora do Estreito de Ormuz. Atualmente, vende mais metal do que produz em Jebel Ali, reduzindo gradualmente os estoques acumulados no país. Segundo a EGA, a retomada dos níveis de embarque anteriores à crise dependerá, nas condições atuais, da reabertura do estreito.

As unidades de reciclagem da EGA nos Estados Unidos e na Alemanha mantiveram suas operações ao longo de 2026.