Emirados Árabes Unidos ocupam 6º lugar entre os destinos preferidos de turistas muçulmanos

DUBAI, 6 de julho de 2026 (WAM) – Os Emirados Árabes Unidos ficaram na sexta posição entre os destinos mais procurados por turistas muçulmanos no mundo, de acordo com a 11ª edição do Global Muslim Travel Index (GMTI, na sigla em inglês), divulgada pela Mastercard em parceria com a CrescentRating.

O relatório projeta que o número de viagens internacionais realizadas por muçulmanos alcance 208 milhões em 2026, ante 196 milhões em 2025, e chegue a 262 milhões até 2030, movimentando cerca de US$ 310 bilhões por ano.

O GMTI 2026 avaliou 150 destinos, responsáveis por mais de 98% das viagens internacionais de turistas muçulmanos, com base em critérios de acessibilidade, comunicação, ambiente e serviços.

A edição deste ano também passou a considerar fatores como preparação para o uso de inteligência artificial (IA), presença digital, infraestrutura inteligente, confiança dos viajantes e capacidade de resposta a cenários de instabilidade.

Os Emirados Árabes Unidos obtiveram 75 pontos e foram classificados entre os 27 destinos considerados referência na oferta de serviços voltados ao turismo muçulmano, destacando-se pela infraestrutura para alimentação halal, serviços adaptados e estratégias de promoção turística.

O país manteve ainda a liderança no quesito acessibilidade, impulsionado pela ampla conectividade aérea e terrestre, aeroportos de padrão internacional, sistema eficiente de transporte público e políticas de visto. Também recebeu nota máxima na oferta de restaurantes com certificação halal e locais destinados à oração.

Segundo o estudo, 80% dos viajantes consultados já utilizam ferramentas de inteligência artificial para planejar viagens, indicando uma mudança na forma de pesquisar destinos, comparar opções e organizar deslocamentos.

As plataformas baseadas em IA permitem localizar restaurantes halal, encontrar espaços para oração, comparar rotas de transporte, receber recomendações personalizadas e obter informações sobre os destinos em tempo real.

O relatório destaca que essa transformação é particularmente relevante para turistas muçulmanos, que frequentemente precisam verificar requisitos religiosos antes e durante a viagem. Segundo o GMTI, destinos que não digitalizarem suas informações e serviços poderão perder visibilidade nos sistemas de recomendação baseados em inteligência artificial, independentemente da qualidade de sua infraestrutura física.

Nesse cenário, a competitividade deixa de depender apenas da oferta de serviços e passa a incluir a capacidade de tornar informações confiáveis acessíveis aos mecanismos digitais utilizados pelos viajantes.

O estudo também aponta o avanço de soluções como vistos eletrônicos, controle migratório por biometria, assistentes virtuais, tradução em tempo real e sistemas inteligentes de gestão de destinos para facilitar as viagens e reduzir incertezas.

Apesar da expansão dessas ferramentas, o relatório ressalta que o atendimento humano e a oferta de informações nos idiomas nativos continuam sendo essenciais, especialmente em árabe e inglês.

Segundo o levantamento, os Emirados Árabes Unidos figuram entre os países mais avançados nesse aspecto, oferecendo atendimento multilíngue, portais de turismo, sinalização de transporte e guias de viagem voltados ao público internacional.

O estudo observa ainda que, apesar das incertezas provocadas pelo cenário geopolítico, pelo aumento dos custos dos combustíveis e por preocupações com segurança, a demanda por viagens entre turistas muçulmanos permanece resiliente. Em vez de cancelar viagens, muitos têm optado por destinos mais próximos, considerados mais estáveis e previsíveis.

O GMTI 2026 identifica essa tendência como uma migração para viagens dentro do próprio continente, em que os turistas optam por ajustar seus roteiros, em vez de cancelar os planos.

Ao longo dos anos, o GMTI acompanhou a transformação do mercado global de turismo muçulmano, que deixou de ser um segmento de nicho para se tornar um importante motor da economia do setor. A edição de 2026 apresenta o Destination Activation Stack, um modelo estratégico que reúne três estruturas de avaliação: o ACES, que mede o grau de preparação dos destinos; o RIDA, voltado à análise da qualidade das experiências de viagem sob os aspectos de responsabilidade, imersão, digitalização e confiabilidade; e o TRUST, que avalia os fatores que influenciam a decisão do viajante de efetuar uma reserva.

Segundo o relatório, esses indicadores demonstram a evolução do turismo voltado ao público muçulmano. Os destinos deixam de ser avaliados apenas pela oferta de serviços básicos, como alimentação halal e locais para oração, passando também a ser medidos pela facilidade de acesso a esses serviços, sua visibilidade, confiabilidade, presença nos meios digitais e alinhamento às expectativas dos viajantes em relação à segurança, sustentabilidade, inclusão e qualidade da experiência.