MASCATE, 13 de julho de 2026 (WAM) — A inflação nos países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) permaneceu abaixo de 2% pelo segundo ano consecutivo em 2025. A taxa anual subiu para 1,8%, ante 1,6% em 2024, segundo relatório do Centro Estatístico do Conselho de Cooperação para os Estados Árabes do Golfo (GCC-Stat).
De acordo com o relatório, o resultado reflete a eficácia das políticas econômicas adotadas para conter as pressões inflacionárias e manter a estabilidade dos preços.
O documento destaca que a inflação no CCG continua entre as mais baixas do mundo. A taxa de 1,8% ficou abaixo da média global, de 4,2%; das economias emergentes e em desenvolvimento, de 5,3%; do Japão, de 3,2%; dos Estados Unidos, de 2,6%; da União Europeia e das economias avançadas, de 2,5%; e da zona do euro, de 2,1%.
Habitação e bens e serviços diversos responderam por cerca de 73% da alta dos preços ao consumidor, sendo os principais fatores por trás da inflação.
Entre os principais grupos do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), bens e serviços diversos registraram a maior inflação, de 5,4%, seguidos por habitação (4,0%), recreação e cultura (2,0%), restaurantes e hotéis (1,6%), alimentos e bebidas (1,2%), educação (1,0%), tabaco (0,6%) e vestuário e calçados (0,4%).
Os grupos de saúde, comunicações e móveis e equipamentos domésticos não registraram variação anual, enquanto os preços de transportes recuaram 0,2%.
Segundo o relatório, a inflação no CCG passou de 1,5% em 2020 para 2,4% em 2021, atingiu o pico de 3,2% em 2022 e recuou para 2,3% em 2023 e 1,6% em 2024, antes de subir levemente para 1,8% em 2025, mantendo relativa estabilidade em comparação com a evolução da inflação global.
Entre os principais parceiros comerciais do bloco, o Brasil registrou a maior inflação, de 5,0%, seguido pelo Reino Unido (3,9%), Japão (3,2%), Índia (2,8%), Estados Unidos (2,6%), Alemanha (2,2%), Coreia do Sul (2,1%), Itália (1,5%) e França (0,9%). A China não registrou inflação no período.
O relatório também aponta que a queda de 2,1% nos preços globais de alimentos e bebidas contribuiu para reduzir as pressões inflacionárias importadas. Por outro lado, a alta de 15,2% nos preços do gás natural, somada às persistentes tensões geopolíticas, continua representando um risco que exige monitoramento.
Na conclusão, o documento afirma que a convergência das taxas de inflação entre os países do CCG, aliada à manutenção dos índices abaixo de 2%, cria um ambiente favorável ao avanço da integração econômica e monetária do Golfo. Segundo o relatório, esse cenário também amplia a margem para que os países-membros mantenham programas de reformas econômicas e investimentos em desenvolvimento, além de reforçar a importância da harmonização das metodologias estatísticas e do fortalecimento da capacidade de resposta a possíveis choques externos.