Emirates Global Aluminium registra lucro líquido ajustado de US$ 670 milhões no 1º semestre

Emirates Global Aluminium registra lucro líquido ajustado de US$ 670 milhões no 1º semestre

ABU DHABI, 12 de agosto de 2026 (WAM) — A Emirates Global Aluminium (EGA, na sigla em inglês) divulgou nesta quarta-feira (12) resultados sólidos no primeiro semestre de 2026, apesar das interrupções logísticas e geopolíticas provocadas pelo conflito regional no Golfo desde março.

A EGA registrou lucro ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de US$ 1,2 bilhão (4,51 bilhões de dirhams), alta de 11% em relação ao US$ 1,11 bilhão (4,06 bilhões de dirhams) do primeiro semestre de 2025. O resultado foi impulsionado pelos preços mais altos obtidos com a venda de alumínio, pelo aumento dos prêmios regionais, pela queda nos preços da alumina e pelo controle de custos. A margem Ebitda ajustada ficou em 33% no primeiro semestre de 2026, ante 27% no mesmo período de 2025.

Após contabilizar um impacto de US$ 23 milhões (84 milhões de dirhams) relacionado a um ataque iraniano à Zona Econômica Khalifa de Abu Dhabi, que provocou uma paralisação emergencial, o Ebitda reportado ficou em US$ 1,2 bilhão (4,42 bilhões de dirhams).

O lucro líquido ajustado aumentou 34%, para US$ 670 milhões (2,46 bilhões de dirhams), ante US$ 500 milhões (1,83 bilhão de dirhams) no primeiro semestre de 2025. O avanço refletiu o forte resultado operacional, aliado à redução das despesas financeiras líquidas e dos impostos.

O lucro líquido reportado foi de US$ 473 milhões (1,73 bilhão de dirhams) no primeiro semestre de 2026, após a contabilização de um impacto líquido de US$ 197 milhões (725 milhões de dirhams) relacionado ao incidente. O conselho da EGA também aprovou um dividendo intermediário de US$ 470 milhões (1,73 bilhão de dirhams), equivalente a 70% do lucro líquido ajustado.

A receita caiu para US$ 3,68 bilhões (13,54 bilhões de dirhams) no primeiro semestre de 2026, ante US$ 4,1 bilhões (15,07 bilhões de dirhams) no mesmo período de 2025. A queda ocorreu devido à redução do volume de vendas após o incidente em Al Taweelah, parcialmente compensada pelos preços mais altos do alumínio.

A produção de metal fundido recuou para 1,006 milhão de toneladas no primeiro semestre de 2026, ante 1,420 milhão de toneladas um ano antes, principalmente devido à redução da produção em Al Taweelah. A unidade de Jebel Ali manteve a produção sem interrupções durante todo o período.

As vendas totais de alumínio caíram 32%, para 939 mil toneladas, ante 1,373 milhão de toneladas no primeiro semestre de 2025. Restrições logísticas provocadas pelo conflito regional levaram à suspensão temporária, em março, de novos embarques a partir dos Emirados Árabes Unidos e ao aumento dos estoques de metal no país.

Desde então, a EGA estabeleceu rotas alternativas de exportação por portos localizados fora do estreito de Hormuz. A medida permitiu ampliar gradualmente a capacidade de embarque e reduzir os estoques nos Emirados Árabes Unidos.

A recuperação dos embarques aos níveis anteriores ao incidente ainda depende da reabertura do Estreito de Hormuz, embora o desenvolvimento de rotas alternativas deva reduzir, no longo prazo, a dependência dessa passagem marítima.

A EGA também assegurou o abastecimento de matérias-primas em volumes superiores às necessidades da unidade de Jebel Ali e da retomada das operações em Al Taweelah. A medida permitiu recompor estoques estratégicos e reforçar a continuidade das operações.

A companhia mantém um amplo programa de recuperação em Al Taweelah, que sofreu danos significativos em 28 de março, quando ataques iranianos à Zona Econômica Khalifa de Abu Dhabi provocaram a paralisação emergencial de todas as instalações.

Os serviços essenciais já foram restabelecidos no complexo. A disponibilidade de gás natural e eletricidade deverá aumentar gradualmente de acordo com as necessidades do programa de retomada.

“O primeiro semestre de 2026 foi o período mais desafiador da longa história da EGA. A segurança e o bem-estar de nossas equipes foram nossa principal prioridade durante todo esse período, e agradeço a todos pela dedicação nas circunstâncias mais difíceis”, afirmou o CEO da EGA, Abdulnasser bin Kalban.

“Nossos resultados financeiros e operacionais demonstram a resiliência da EGA e de nossas equipes. Apesar dos grandes desafios logísticos, nossa cadeia de suprimentos permanece sólida e continuamos fazendo entregas aos clientes. Estamos avançando significativamente na recuperação da produção em Al Taweelah. Também seguimos com nossa estratégia de crescimento global. A EGA voltará mais forte do que nunca”, acrescentou.

O diretor financeiro da EGA, Pål Kildemo, destacou que a solidez financeira da EGA e a execução disciplinada do programa Najah, voltado à melhoria de desempenho e à preservação de caixa, coloca a empresa em boa posição para concluir a recuperação de Al Taweelah e, ao mesmo tempo, avançar nas prioridades estratégicas de crescimento, que incluem uma combinação equilibrada de oportunidades orgânicas e inorgânicas. "Nossa posição financeira também é sustentada pelos fundamentos do mercado de alumínio, que entrou em um período de déficit, favorecendo nossas margens”, concluiu.