Prêmio Zayed de Fraternidade Humana reúne jovens líderes e especialistas de alto nível na segunda mesa redonda anual

ABU DHABI, 9 de fevereiro de 2024 (WAM) -- O Prêmio Zayed para a Fraternidade Humana sediou sua segunda mesa redonda anual, reunindo um grupo diversificado de especialistas de alto nível de 17 países (Argentina, Bulgária, República Centro-Africana, Chile, Costa Rica, Egito, França, Haiti, Indonésia, Itália, Quênia, Marrocos, Senegal, Espanha, Tunísia, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos) ao lado de jovens líderes promissores de 8 nações (Timor Leste, Egito, Índia, Itália, Marrocos, Emirados Árabes Unidos, EUA e Zimbábue).

Esse encontro, realizado em Abu Dhabi logo após a cerimônia do Prêmio Zayed para a Fraternidade Humana 2024, promoveu o intercâmbio entre gerações e culturas sobre um tópico crítico do avanço da fraternidade humana em todos os níveis da sociedade.

Laureados com o prêmio no passado e no presente, membros estimados do comitê julgador e dezenas de estudantes universitários participaram de discussões animadas. O foco foi o papel da próxima geração de líderes na promoção da fraternidade humana.

A mesa redonda serviu como uma plataforma dinâmica para o diálogo intergeracional e intercultural, a troca de ideias e a exploração da colaboração entre os participantes.

O cirurgião cardíaco de renome mundial e homenageado de 2024, professor Sir Magdi Yacoub, disse que trabalhar com jovens garante que o trabalho seja infinito e dure por décadas à medida que é transmitido. "É essencial passar o que aprendemos para aqueles que levarão a tocha adiante", destacou.

Mohamed Khalifa Al Mubarak, presidente da Casa da Família Abraâmica, salientou que cada um tem o poder de inspirar as pessoas, e a terra em que estamos agora é uma terra que conecta o leste, o oeste, o norte e o sul há milênios. "Os Emirados Árabes Unidos têm sido um modelo de colaboração cultural e valorização da diversidade, celebrando igualmente as origens de todos. Acreditamos no poder da cultura e da educação, pois elas são a espinha dorsal de qualquer sociedade com visão de futuro", lembrou.

O juiz Mohamed Abdelsalam, secretário-geral do Prêmio Zayed para a Fraternidade Humana, destacou que esse é mais do que um prêmio, é um compromisso de promover o diálogo contínuo que defende a coexistência pacífica. "Esta segunda edição da mesa redonda reforça nossa crença de que os jovens têm o poder de construir um futuro baseado nos valores da fraternidade humana, conforme demonstrado pelo trabalho de nossos homenageados do passado e do presente, que são exemplos excepcionais de jovens inspiradores para tornar o mundo um lugar melhor", afirmou.

Rebeca Grynspan Mayufis, secretária-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, na sigla em inglês), declarou que a principal mensagem hoje é de esperança para os jovens. "Você pode transformar a realidade se trouxer à tona o que há de melhor nas pessoas - e fazendo a coisa certa. Essa é a mensagem da fraternidade humana", ressaltou.

Os principais tópicos explorados durante a discussão incluíram a importância de integrar os valores da fraternidade humana no sistema educacional e examinar a trajetória do mundo através das lentes da próxima geração.

Ex-homenageados do Prêmio Zayed para a Fraternidade Humana - incluindo a co-homenageada de 2023, Shamsa Abubakar Fadhil, a co-homenageada de 2022, Michéle Pierre-Louis, da FOKAL, e a co-homenageada de 2021, Latifa Ibn Ziaten - ofereceram testemunhos de sucesso sobre como seus esforços transformaram a vida de jovens em todo o mundo.

Os líderes emergentes na mesa redonda expressaram sua gratidão pela oportunidade de ouvir as percepções de especialistas globais.

Aisha Alyassi, dos Emirados Árabes Unidos, estudante do King's College de Londres, enfatizou que por meio do Prêmio Zayed de Fraternidade Humana, pela primeira vez, viu a diversidade ser celebrada como uma força que nos une para melhor. "A diversidade deve ser sempre celebrada porque onde não há diversidade, não há espaço para o florescimento da fraternidade humana", alertou.

Renee Mutare, do Zimbábue, estudante da Universidade de Georgetown, disse que, como uma jovem mulher negra africana, muitas vezes vê que as decisões são tomadas em seu nome, mas sente que a mudança está chegando. "Estou extremamente feliz por ver mulheres – que se parecem e falam como eu – ocupando cargos de prestígio em um encontro como este, para discutir o papel da juventude na promoção da fraternidade humana", concluiu.