Emirados Árabes Unidos elogiam decisão da Corte Internacional de Justiça de impor medidas provisórias adicionais a Israel, exigindo a interrupção imediata do ataque a Rafah

ABU DHABI, 24 de maio de 2024 (WAM) -- Os Emirados Árabes Unidos elogiaram a decisão da Corte Internacional de Justiça de impor medidas provisórias adicionais a Israel, exigindo a interrupção imediata das operações militares na província de Rafah e da piora da situação humanitária na Faixa de Gaza.

O Ministério das Relações Exteriores (MoFA, na sigla em inglês) ressaltou que os Emirados afirmam a necessidade de se chegar a um cessar-fogo imediato, proteger os civis, evitar mais perdas de vidas e interromper a escalada em todas as regiões do Território Palestino Ocupado.

Além disso, o Ministério enfatizou a importância de aliviar a catástrofe humanitária extremamente crítica e crescente enfrentada pelos civis em Gaza devido à contínua agressão israelense.

O órgão reafirmou a importância de garantir a chegada de assistência e de socorro com urgência, de forma sustentável e sem impedimentos à Faixa de Gaza. Nesse contexto, ressaltou a importância da decisão emitida pela Corte com relação à necessidade de manter a passagem de Rafah aberta para a entrada ampla e desimpedida de auxílio humanitário.

O MoFA destacou que os Emirados continuam a trabalhar com determinação sem precedentes com parceiros internacionais para intensificar todos os esforços para garantir a chegada e a distribuição de ajuda por todos os meios disponíveis. Isso inclui a entrega por terra, mar e ar para contribuir com o alívio das condições humanitárias críticas enfrentadas pelos residentes de Gaza devido à guerra em andamento.

Por fim, o Ministério reiterou o apelo dos Emirados Árabes Unidos à comunidade internacional para que intensifique todos os esforços regionais e internacionais para alcançar a paz e a solução de dois Estados. O órgão ressaltou que os EAU estão firmes em seu compromisso de reforçar a paz e a justiça, salvaguardar os direitos legítimos do povo palestino e estabelecer um Estado palestino independente e soberano, de acordo com as resoluções de legitimidade internacional.