ABU DHABI, 5 de junho de 2024 (WAM) -- O xeique Abdullah bin Zayed Al Nahyan, ministro das Relações Exteriores dos Emirados, e Ayman Al Safadi, vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores e Assuntos de Expatriados do Reino Hachemita da Jordânia, condenaram nesta quarta-feira as contínuas incursões israelenses na Mesquita de Al-Aqsa / Al Haram Al Sharif. A última delas foi liderada por um ministro do governo israelense, membros do Knesset e extremistas sob a proteção da polícia de ocupação de Israel.
Durante uma ligação telefônica, os dois ministros denunciaram a permissão do governo israelense para a chamada "Marcha das Bandeiras", em Jerusalém ocupada, e a agressão que a acompanha contra os palestinos, as práticas racistas extremistas, a imposição de restrições ao acesso dos fiéis à Mesquita de Al-Aqsa, assim como de seus movimentos na Cidade Velha de Jerusalém sob ocupação.
Os principais diplomatas enfatizaram a necessidade de Israel, como potência ocupante, cumprir suas obrigações legais e interromper as medidas ilegítimas e ilegais que minam as chances de alcançar uma paz justa, duradoura e abrangente com base na solução de dois Estados.
Os dois ministros afirmaram que a Mesquita de Al-Aqsa, com toda a sua área de 144 mil metros quadrados, possui um significado espiritual único e profundo para os muçulmanos, ressaltando a necessidade de Israel respeitar o status quo histórico e legal dos locais sagrados islâmicos e cristãos em Jerusalém.
O xeique Abdullah bin Zayed salientou a importância do papel da custódia jordaniana sobre os locais sagrados islâmicos e cristãos em Jerusalém e elogiou o papel do Reino Hachemita na proteção da identidade dos locais sagrados árabes islâmicos e cristãos.