ABU DHABI, 17 de julho de 2024 (WAM) -- O Brasil venceu sua quarta Copa do Mundo da FIFA nos Estados Unidos depois de derrotar a Itália nos pênaltis, em 17 de julho de 1994. Romário, o melhor jogador do Mundial daquele ano, marcou, ao lado de Branco e Dunga, enquanto os italianos desperdiçaram três cobranças.
De acordo com o New York Times, a partida disputada no Rose Bowl, em Pasadena, na Califórnia, atraiu um público de 94 mil pessoas e dois bilhões de telespectadores em todo o mundo. As duas seleções competiam para conquistar o tetracampeonato: até então, o Brasil tinha vencido as Copas de 1958, 1962 e 1970; a Itália havia sido campeã em 1934, 1938 e 1982.
Em entrevista ao SBT, um dos parceiros da Agência de Notícias dos Emirados (WAM) no Brasil, Romário falou sobre as dificuldades na Copa do Mundo e os detalhes da jornada até a vitória contra os italianos, sob a orientação do técnico Carlos Alberto Parreira e de seu coordenador, Zagallo. Os dois anunciaram o atacante brasileiro como parte da equipe na última hora.
O ex-jogador lembrou que o momento mais desafiador foi quando o Brasil enfrentou os anfitriões, no dia 4 de julho. "Foi um dia histórico para eles, o Dia da Independência", disse Romário. De acordo com a U.S. Soccer, entidade que rege o futebol em todas as suas formas nos Estados Unidos, cerca de 11 milhões de americanos estavam sintonizados para ver a primeira participação de seu time em um jogo das oitavas de final desde 1930. A partida entre EUA e Brasil terminou com a vitória da seleção brasileira por 1x0.
Romário, 58 anos, também revelou que o primeiro confronto, contra a Rússia, veio cercado de muita expectativa e ansiedade, chamando-o de "muito importante" para a equipe.
Quando questionado sobre quando sentiu que o Brasil sairia vencedor, o ex-craque declarou pensar nisso quando viajou para os EUA. "Havia alguns jogadores que tinham plena consciência de que poderia ser a última chance de serem campeões mundiais. Alguns deles eram remanescentes da Copa do Mundo anterior e já sabiam o que tinha dado errado, as falhas cometidas em 1990; então, não podíamos trazer esses erros para 1994", acrescentou.
"Particularmente, eu estava em ótima forma. Eu queria jogar futebol e participar do Mundial. Eu estava feliz", destacou o ídolo do futebol.
Romário, atualmente um dos senadores do estado do Rio de Janeiro e presidente do América, time da cidade, falou ainda sobre a final. O ex-jogador disse que nem sequer temeu perder o título durante a partida. "A Itália teve dois grandes momentos para marcar – primeiro com Massaro e depois com Donadoni ou Baggio – e falhou porque Taffarel (goleiro do Brasil) estava lá. Tínhamos muito mais volume de jogo e estávamos preparados para vencer no tempo normal, mas a equipe também treinou pênaltis", declarou o "Baixinho", afirmando que ele não se preparou para a cobrança.
"Eu nunca treinei pênaltis, mas, naquele momento, na hora que o Parreira estava escrevendo a lista dos cinco batedores, eu levantei o dedo e disse: 'Professor, eu vou fazer (o gol)'. Ele perguntou: 'Você vai fazer?' Eu respondi: 'Vou fazer!' O grande homem deve aparecer. Eu tinha que fazer parte daquele momento da Copa do Mundo, dos que cobraram as penalidades na final", confessou.
Romário marcou seu pênalti, ajudando o Brasil a vencer a Copa do Mundo pela quarta vez, depois que Roberto Baggio perdeu sua chance ao chutar a bola por cima do travessão de Taffarel. A conquista, em 17 de julho de 1994, levou multidões às ruas de todo o país para celebrar um dia que entraria para a história do futebol brasileiro e mundial.