História das medalhas: Da antiguidade aos Jogos Olímpicos de Paris 2024

ABU DHABI, 25 de julho de 2024 (WAM) -- As medalhas, como objetos de arte, remontam à antiguidade e estão intimamente ligadas à história da moeda. Desde o início, os retratos presentes nelas seguiam regras rígidas: geralmente, o perfil de uma figura em um lado e uma representação simbólica de sua personalidade ou conquistas no outro.

Antiguidade romana e Idade Média

As primeiras medalhas foram cunhadas na antiguidade romana para comemorar eventos significativos, usando técnicas de fundição e moldagem. Maiores do que moedas, às vezes eram adornadas com pedras preciosas, usadas como joias e frequentemente dadas ao imperador. Essa tradição continuou até o final da Idade Média.

O Renascimento

A arte da confecção teve seu auge durante o Renascimento, com artistas como Antonio di Puccio Pisano, conhecido como Pisanello, que criou uma medalha em 1439 em homenagem ao imperador bizantino João VIII Palaiologos. Esse período viu o seu surgimento em toda a Europa, com nomes como Germain Pilon, na França, famoso por seus retratos em bronze de Catarina de Médici. A técnica das medalhas cunhadas substituiu a das fundidas.

A era contemporânea

A partir do século XIX, essa condecoração se tornou intimamente ligada às instituições e era recebida por atos excepcionais em vários campos: militar, diplomático, religioso, administrativo, intelectual, familiar ou esportivo. No século XX, as medalhas também começaram a ser concedidas em nascimentos e batizados, celebrando as alegrias da vida.

As medalhas dos Jogos Olímpicos de Paris 2024

Coincidindo com o fato de Paris sediar a Olimpíada em 2024, elas terão um papel central. Os três primeiros colocados receberão medalhas de ouro, prata e bronze, marcadas por um artesanato forte e muito simbolismo.

Projetadas pelo joalheiro Chaumet, 5.084 exemplares serão entregues aos atletas dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos na capital francesa neste verão.

Evolução e criação das medalhas

Desde 1896, quando os vencedores receberam uma medalha e uma coroa de oliveira, seu desenho evoluiu significativamente.

O Comitê Olímpico Internacional padronizou o design criativo a partir dos Jogos de Amsterdã de 1928, utilizando os traços do artista italiano Giuseppe Cassioli ''Trionfo'' para as decorações metálicas até 1968.

Cada edição moderna dos Jogos tem suas insígnias projetadas por artistas e designers específicos, escolhidos pelo comitê organizador do país anfitrião. As medalhas de Tóquio 2020, por exemplo, criadas por Junichi Kawanishi, foram feitas de metais reciclados de dispositivos eletrônicos antigos.

Historicamente, as de ouro eram de metal maciço até 1912. Desde então, elas têm sido feitas principalmente de prata banhada a ouro devido à escassez desse elemento durante a Primeira Guerra Mundial. As medalhas dos Jogos Rio 2016 foram produzidas com cerca de 30% de materiais reciclados, enquanto as de Tóquio 2020 com 100%, graças a uma enorme coleção de dispositivos eletrônicos usados.

Mudanças no design

O design também foi influenciado por elementos culturais e históricos do país anfitrião. As medalhas dos Jogos de Pequim 2008 incorporaram o jade, que simboliza a nobreza e a virtude na cultura chinesa. Em Paris 2024, parte delas é feita com fragmentos da Torre Eiffel, adicionando um toque único.

Assim, cada edição olímpica traz uma nova visão e uma homenagem especial no design de suas medalhas, refletindo os valores e as tradições de sua sede e honrando a história e o espírito dos Jogos Olímpicos.