G20 pede taxação dos super-ricos para reduzir o risco de desastres climáticos

RIO DE JANEIRO, 31 de Julho, 2024 (WAM) – A importância de financiamento para infraestrutura resiliente e alertas precoces de riscos de desastres foi o tema central do primeiro encontro presencial do Grupo de Trabalho de Redução do Risco de Desastres (GTRRD) do G20 (Grupo dos 20). A reunião aconteceu na cidade do Rio de Janeiro, sede do encontro do G20 deste ano. Segundo a Agência Brasil, parceira da WAM, o grupo debateu a possibilidade de destinar parte dos recursos arrecadados com a implementação do imposto sobre grandes fortunas para ajudar na redução do risco de desastres.

Segundo o ministro brasileiro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, que participou da cerimônia de abertura do grupo, as ações de proteção e defesa civil precisam de recursos, especialmente de recuperação e prevenção. “Nós fazemos coro para taxar as grandes fortunas, os mais ricos no mundo inteiro, e destinar parte dos recursos para essa agenda”, afirmou ele.

Waldez Góes ainda lembrou que o Brasil tem mais de 10 milhões de pessoas vivendo em aéreas de risco elevado ou muito elevado para desastres naturais. Ele ainda lembrou que o mundo enfrenta uma situação desafiadora que necessita de um esforço coletivo da comunidade internacional. “Diante dos desafios globais atuais, associados aos eventos adversos das mudanças climáticas, o grupo trata de um tema urgente para todos os países. O assunto demanda uma cooperação internacional muito articulada e efetiva”, disse o ministro brasileiro da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Desde 1º de dezembro do ano passado, o Brasil assumiu, pela primeira vez, a presidência do G20 e colocou na pauta prioridades como a reforma da governança global, as três dimensões do desenvolvimento sustentável (econômica, social e ambiental) e o combate à fome, pobreza e desigualdade. O G20 é composto por 19 países dos cinco continentes (África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia), além da União Europeia e a União Africana. O grupo agrega dois terços da população mundial, cerca de 85% do PIB global e 75% do comércio internacional.