MOSCOU, 14 de outubro de 2024 (WAM) – Os países amigos, em particular Índia e China, representam a maior parte das exportações russas, afirmou o primeiro-ministro Mikhail Mishustin durante o Fórum de Exportação Made in Russia.
"O governo promove ativamente a expansão das comunicações entre nossos empresários e contrapartes de países amigos. Vários tipos de empréstimos são previstos. Também está em vigor o seguro de contratos. Graças a essas e outras medidas, as entregas para esses países aumentaram cerca de um terço em quatro anos – chegando a 86% das exportações domésticas totais, de acordo com dados dos sete primeiros meses deste ano", afirmou o primeiro-ministro, segundo a agência de notícias russa TASS.
China, Índia e Egito são os principais destinos, disse Mishustin. O comércio com o Vietnã também está se desenvolvendo em um bom ritmo.
"As vendas de maquinário, metais, produtos químicos, indústrias farmacêuticas e cosméticas estão crescendo de forma constante. No setor agroindustrial, destacam-se os produtos de grãos e da indústria de óleos e gorduras", afirmou o primeiro-ministro.
Os países do Sul Global são os mercados do futuro, e a Rússia gradualmente redirecionaria suas exportações para lá mesmo sem as sanções ocidentais, afirmou Mishustin. "Esses são os mercados do futuro. A estagnação das chamadas economias desenvolvidas resultaria, de qualquer maneira, no redirecionamento dos fluxos de exportação. As sanções apenas aceleraram as mudanças. Especialistas estimam que essa macro-região aumentará a demanda em quase 400 trilhões de rublos (US$ 4,2 trilhões)", disse o primeiro-ministro.
"Esses mercados precisam ser explorados", ressaltou Mishustin. "E fazer isso de forma que, além dos benefícios, nossas contrapartes estejam absolutamente confiantes de que um fornecedor russo significa confiabilidade, oportunidade de cooperação de longo prazo e qualidade", acrescentou.