Festival de Literatura Africana de Sharjah chega ao fim atraindo 10 mil visitantes

SHARJAH, 28 de janeiro de 2025 (WAM) -- A edição inaugural do Festival de Literatura Africana de Sharjah (SFAL, na sigla em inglês) chegou ao fim, após receber um público expressivo de mais de 10 mil visitantes.

Durante quatro dias, o festival, organizado pela Autoridade do Livro de Sharjah (SBA), transformou os espaços ao ar livre da University City Hall, em Sharjah, em um polo de criatividade, diálogo e celebração, sob o tema “O Conto da África”.

O evento contou com a participação de 29 escritores renomados dos Emirados Árabes Unidos e de diversas partes da África, que compartilharam suas histórias, conhecimentos e tradições por meio de uma programação cuidadosamente elaborada, incluindo oito painéis de discussão, três palestras inspiradoras e 12 oficinas interativas para crianças.

Ao comentar o encerramento do Festival de Literatura Africana de Sharjah, Ahmed bin Rakkad Al Ameri, CEO da SBA, destacou o papel do evento como uma ponte cultural entre os Emirados Árabes Unidos e as diversas e ricas culturas do continente africano. “O SFAL destacou a beleza dos povos africanos na preservação de seus costumes autênticos e de seu patrimônio. O festival demonstrou que a cultura é um tesouro inestimável, oferecendo percepções profundas sobre a história das comunidades por meio de elementos como a literatura, os contos populares, a música tradicional e o artesanato. Esses elementos não apenas preservam o legado cultural, mas também inspiram o mundo”, afirmou.

Al Ameri acrescentou ainda: “O festival está alinhado com a visão de Sultan bin Mohammed Al Qasimi, membro do Conselho Supremo e governante de Sharjah, de posicionar a literatura como peça central no diálogo cultural global. Sob as diretrizes da xeica Bodour bint Sultan Al Qasimi, presidente da Autoridade do Livro de Sharjah, estabelecemos este evento como uma plataforma cultural que eleva a posição de Sharjah no cenário global como um polo de intercâmbio criativo e intelectual. Seguimos comprometidos em consolidar o papel deste festival na união de criadores e na promoção dos autênticos valores culturais que conectam as pessoas e enriquecem a comunicação humana.”

O SFAL celebrou a interseção entre literatura, arte e patrimônio africanos por meio de uma programação vibrante de debates, oficinas e apresentações. Entre os destaques, esteve o painel “Muito Além de Wakanda”, que explorou o impacto da cultura africana na narrativa global, além de oficinas criativas sobre artes tradicionais, como cerâmica e fabricação de joias.

O festival também proporcionou experiências imersivas, como sessões de percussão tradicional, narração de histórias, oficinas culinárias no “Cookery Corner” e diversas barracas de comida, oferecendo uma jornada sensorial pela riqueza cultural africana.

A programação de entretenimento incluiu apresentações culturais, como a performance da cantora de ópera sul-africana Ann Masina, cuja fusão de ritmos tradicionais e melodias contemporâneas ressoou profundamente no público. O grupo Masaka Kids Africana, de Uganda, trouxe uma energia contagiante, enquanto performances acrobáticas e itinerantes destacaram a diversidade do patrimônio africano.

No último dia, o festival teve um foco especial no engajamento intelectual e na imersão cultural. A escritora queniana Yvonne Adhiambo Owuor refletiu sobre The Dragonfly Sea, oferecendo insights sobre o universo cultural do leste africano, enquanto a romancista ugandense-britânica Jennifer Makumbi cativou o público com temas de identidade e resiliência em The First Woman. Uma sessão intitulada “Criando Personagens Livres das Restrições do Tempo” explorou a atemporalidade das narrativas africanas, com a participação de escritores renomados.