Fugindo da guerra, refugiados do Sudão enfrentam fome crescente em meio a risco de cortes na ajuda alimentar

GENEBRA, 1º de julho de 2025 (WAM) – O Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas alertou que milhões de refugiados sudaneses que fugiram para países vizinhos correm risco crescente de fome e desnutrição, diante da escassez crítica de recursos que ameaça cortes drásticos na assistência alimentar emergencial.

O PMA mobilizou-se rapidamente para prestar ajuda emergencial aos refugiados que cruzaram as fronteiras rumo a sete países vizinhos. Foram distribuídos alimentos, dinheiro, refeições quentes e assistência nutricional na República Centro-Africana, no Chade, no Egito, na Etiópia, na Líbia, no Sudão do Sul e em Uganda.

A agência também ampliou o apoio às comunidades anfitriãs, que têm acolhido os refugiados de maneira solidária, mesmo enfrentando níveis alarmantes de insegurança alimentar.

“Trata-se de uma crise regional em plena escala, que atinge países já marcados por níveis extremos de insegurança alimentar e altos índices de conflito”, afirmou Shaun Hughes, coordenador de emergências do PMA para a crise regional do Sudão. “Milhões de pessoas que fugiram do Sudão dependem inteiramente do apoio do PMA. Sem novos financiamentos, seremos obrigados a impor novos cortes na assistência alimentar. Isso deixará famílias vulneráveis — especialmente crianças — em risco cada vez maior de fome e desnutrição.”

O PMA fez um apelo à comunidade internacional para mobilizar recursos adicionais a fim de manter a ajuda alimentar e nutricional aos refugiados sudaneses e às comunidades que os recebem.

A agência estima que serão necessários pouco mais de US$ 200 milhões para manter a resposta emergencial aos refugiados sudaneses nos países vizinhos pelos próximos seis meses. Outros US$ 575 milhões são necessários para manter as operações emergenciais destinadas à população mais vulnerável dentro do Sudão.