Banco de Ajman registra lucro de 72,5 milhões de dólares no 1º semestre de 2025

AJMAN, 22 de julho de 2025 (WAM) – O xeique Ammar bin Humaid Al Nuaimi, príncipe herdeiro de Ajman e presidente do Conselho de Administração do Banco de Ajman, presidiu a reunião do conselho para avaliar assuntos financeiros e administrativos e aprovar resoluções relacionadas às atividades comerciais da instituição.

O banco anunciou lucro antes de impostos de 266 milhões de dirhams (cerca de US$ 72,5 milhões) no primeiro semestre de 2025, o que representa um aumento de 14% em relação ao mesmo período de 2024. O desempenho foi impulsionado pelo foco contínuo no core business, pelo aumento nas atividades de financiamento e pela melhoria da eficiência operacional.

A receita operacional total do banco alcançou 751 milhões de dirhams (US$ 204,5 milhões), enquanto a receita operacional líquida somou 399 milhões de dirhams (US$ 108,7 milhões).

O total de ativos cresceu 17% em comparação com o fim de 2024, totalizando 26,6 bilhões de dirhams (US$ 7,2 bilhões), apoiado por um crescimento de 16% na carteira de financiamento, que chegou a 17,8 bilhões de dirhams (US$ 4,85 bilhões).

Os depósitos de clientes atingiram 20 bilhões de dirhams (US$ 5,44 bilhões), alta de 11% no acumulado do ano, refletindo o crescimento contínuo dos segmentos de negócios para pessoas físicas e jurídicas. O patrimônio líquido do banco aumentou para 3,2 bilhões de dirhams (US$ 871 milhões), avanço de 4% no mesmo período.

“O Banco de Ajman continua entregando resultados consistentes, sustentado por um modelo de negócios resiliente e uma estratégia de crescimento focada”, afirmou o xeique Ammar bin Humaid Al Nuaimi. “Nosso desempenho no primeiro semestre de 2025 reflete uma execução disciplinada e o papel crescente da instituição no apoio ao desenvolvimento econômico e à sustentabilidade do setor financeiro dos Emirados.”

Os indicadores de capital e liquidez seguem sólidos. O índice de adequação de capital (CAR) foi de 17,3%, e o índice de capital principal (Tier 1) ficou em 16,1%, mesmo com o aumento de 17% na carteira de financiamento. O retorno sobre o patrimônio (ROE) subiu para 15,6%, enquanto o retorno sobre ativos (ROA) aumentou para 1,9%. O índice de ativos líquidos elegíveis (ELAR) melhorou para 18%, e o índice de empréstimos sobre recursos estáveis (LSRR) foi de 74%.

Mustafa Al Khalfawi, CEO do Banco de Ajman, afirmou: “Os resultados do primeiro semestre demonstram a força da base de financiamento, do balanço e do modelo operacional do banco. Estamos focados em aumentar a produtividade da plataforma, melhorar o índice custo-receita e diversificar as fontes de capital. O lançamento bem-sucedido da nossa solução de POS co-branded, a plataforma de liquidação em tempo real e a emissão global de sukuk são exemplos da confiança crescente na nossa trajetória.”

A qualidade da carteira de crédito também melhorou. O índice de inadimplência (NPL) caiu para 8,6%, com redução de 126 pontos-base. A exposição combinada aos estágios 2 e 3 caiu 15% no semestre, e a diversificação avançou com a redução da exposição ao setor imobiliário para 32,9%, queda de 705 pontos-base.

O banco também avançou em sua infraestrutura digital, com investimentos voltados ao onboarding de pequenas e médias empresas, à habilitação de POS para comerciantes e a recursos de processamento em tempo real. Essas melhorias estão aumentando a produtividade, acelerando a originação digital e promovendo automação de ponta a ponta nos principais segmentos.

Em maio de 2025, o Banco de Ajman emitiu com sucesso seu primeiro sukuk internacional de US$ 500 milhões, com vencimento em cinco anos. Listada na Nasdaq Dubai, a emissão teve superoferta de 5,4 vezes, com mais de 100 investidores regionais e internacionais – com alocação de 65% e 35%, respectivamente. O sukuk representa um marco estratégico na diversificação de financiamento do banco e no acesso a mercados internacionais de capitais.

A instituição também reafirmou seu compromisso com a meta de financiamento sustentável de AED 4 bilhões (US$ 1,1 bilhão) até 2030 e com a neutralidade de emissões até 2050, em alinhamento com a Visão Ajman 2030 e os objetivos nacionais de crescimento sustentável dos Emirados.