Emirados recebem mais de 17 mil afegãos antes de sua realocação para destinos finais

ABU DHABI, 24 de julho de 2025 (WAM) – Como parte de seu compromisso humanitário e resposta rápida a crises, os Emirados Árabes Unidos acolheram 17.619 afegãos evacuados do Afeganistão desde agosto de 2021, antes de sua realocação para países terceiros. A medida foi realizada em cooperação com parceiros internacionais para apoiar o povo afegão diante das circunstâncias excepcionais enfrentadas pelo país.

A Cidade Humanitária dos Emirados, em Abu Dhabi, recebeu os evacuados oferecendo serviços e instalações de alta qualidade antes de sua partida para 21 destinos finais. O custo total da acolhida somou AED 1,384 bilhão (US$ 367 milhões), com uma estrutura abrangente de hospedagem temporária digna, atendendo às necessidades de crianças, idosos e mulheres.

Os Emirados também facilitaram a evacuação de 41 mil pessoas do Afeganistão, incluindo cidadãos afegãos e estrangeiros residentes no país. Comprometido em apoiar nações amigas, o país atendeu a pedidos de ajuda para evacuar cidadãos estrangeiros e facilitar seu retorno aos países de origem.

Durante a estadia, os Emirados forneceram todas as necessidades básicas aos afegãos, incluindo assistência médica, serviços logísticos e diplomáticos, comunicação, abrigo e alimentação – garantindo conforto, dignidade e bem-estar. Também foi oferecida assistência financeira para ajudar as famílias a reconstruírem suas vidas nos países de destino.

Para facilitar o processo de reassentamento, a Cidade Humanitária dos Emirados disponibilizou todos os serviços de partida necessários, incluindo a instalação de 17 escritórios de embaixadas, além de unidades do Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS), da Organização Internacional para as Migrações (OIM), da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP), e de duas organizações não governamentais internacionais.

Na área da saúde, os Emirados empenharam-se em cuidar dos residentes da Cidade Humanitária – tanto afegãos quanto estrangeiros – especialmente durante a pandemia de COVID-19. Foram administradas 34.923 vacinas, enquanto equipes médicas especializadas ofereceram atendimento abrangente a mais de 303 recém-nascidos e realizaram mais de 303 cirurgias em diversas especialidades, incluindo três casos críticos tratados no exterior. No total, foram prestados mais de 254.572 atendimentos médicos durante a estadia temporária.

Na educação e capacitação profissional, os Emirados forneceram instrução a mais de 3.764 afegãos, incluindo cerca de 800 crianças matriculadas em creches, com transporte escolar e acompanhamento contínuo. Também foram realizados mais de 39 cursos educacionais e oficinas de capacitação, beneficiando 2.589 pessoas.

A infraestrutura da Cidade Humanitária inclui pátios ao ar livre, áreas de recreação e espaços de lazer destinados a crianças, mulheres e idosos, além de um centro de saúde preventiva. Os residentes têm acesso contínuo a medicamentos, alimentação e demais insumos essenciais, refletindo os valores e a tradição solidária da sociedade emiradense.

Os Emirados estão entre os principais doadores de ajuda ao Afeganistão e não têm medido esforços para apoiar seu povo, em uma demonstração de sua mensagem humanitária baseada nos valores da paz, da convivência, da tolerância e da fraternidade humana. O país reafirma seu compromisso de solidariedade com povos que enfrentam circunstâncias extremas.

Desde sua fundação, os Emirados Árabes Unidos colocam a dignidade humana e o bem-estar das pessoas no centro de sua atuação – independentemente de origem étnica, religiosa ou geográfica. Esse princípio humanitário tornou-se símbolo mundial de generosidade e doação.

Somente nos últimos três anos, os Emirados destinaram AED 740 milhões (US$ 199,4 milhões) em ajuda humanitária e de emergência ao Afeganistão, incluindo a criação de uma ponte aérea para envio de centenas de toneladas de alimentos e insumos, beneficiando mais de 1 milhão de pessoas – especialmente crianças, mulheres e idosos. O país também prestou assistência médica durante a pandemia e abriu 10 centros de saúde materna em sete províncias afegãs.