ABU DHABI, 7 de agosto de 2025 (WAM) – A União para os Direitos Humanos (UAHR) expressou profundo pesar e indignação diante do comunicado emitido pela chamada “Autoridade de Porto Sudão” em 4 de agosto de 2025, que continha acusações infundadas e alegações sem base contra os Emirados Árabes Unidos.
Em nota divulgada nesta quinta-feira, a UAHR afirmou que o conteúdo do comunicado representa uma tentativa flagrante de enganar a opinião pública e desviar a atenção de violações graves e amplamente documentadas do direito internacional humanitário e do direito internacional dos direitos humanos – incluindo crimes de guerra contra civis – relatadas pelas Nações Unidas e pela Missão Independente de Apuração de Fatos da ONU sobre o Sudão.
A entidade ressaltou que a repetição dessas acusações falsas contra os Emirados – ator fundamental nos esforços regionais e internacionais para alcançar um cessar-fogo imediato e abrangente no Sudão e para fornecer apoio humanitário ao povo sudanês – apenas agravará a crise e prolongará o sofrimento humanitário.
Nesse contexto, lembrou que os Emirados destinaram mais de 16,12 bilhões de dirhams (equivalentes a 4,5% de toda a ajuda externa do país) em apoio à população sudanesa. Esses recursos atingiram níveis inéditos desde 2023, em razão da intensificação do conflito.
A UAHR também citou o comunicado do Unicef, emitido em 5 de agosto de 2025, que classificou a crise no Sudão como “a maior crise humanitária do mundo, ameaçando a vida de crianças e famílias”. Diante disso, reafirmou rejeição absoluta ao uso de declarações como instrumento para justificar violações ou evitar responsabilidades jurídicas e morais – sobretudo a proteção de civis e o fim das violações sistemáticas que perpetuam ciclos de violência e impedem perspectivas de paz duradoura.
A entidade reforçou ainda a importância de respeitar as normas do direito internacional, apontadas como o único marco viável para alcançar paz e estabilidade no Sudão.
Por fim, reiterou seu apoio integral ao comunicado do Ministério das Relações Exteriores dos Emirados e pediu à comunidade internacional, ao sistema das Nações Unidas e a todos os atores relevantes que intensifiquem os esforços para proteger civis sem discriminação, assegurem responsabilização séria e efetiva para autores de violações graves e combatam a impunidade como condição indispensável para a justiça. A UAHR defendeu ação coletiva para encerrar a crise sudanesa e atender às aspirações do povo do Sudão por segurança, dignidade, desenvolvimento e uma paz justa e abrangente.