ABU DHABI, 28 de agosto de 2025 (WAM) – O presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, e o vice-presidente, primeiro-ministro e governante de Dubai, Mohammed bin Rashid Al Maktoum, destacaram as conquistas da União Geral das Mulheres ao longo dos últimos 50 anos, sob a liderança da xeica Fatima bint Mubarak, conhecida como a “Mãe da Nação”, presidente da União Geral das Mulheres, do Conselho Supremo para Maternidade e Infância e do Conselho Supremo da Fundação para o Desenvolvimento da Família.
As autoridades afirmaram que o lançamento da iniciativa “Visão 50:50 da Mãe da Nação” estabelece as bases para um futuro promissor, ampliando as oportunidades de participação das mulheres emiradenses tanto em âmbito local quanto internacional.
Mohamed bin Zayed declarou que o progresso dos Emirados sempre esteve intrinsecamente ligado às conquistas das mulheres emiradenses e ao papel essencial que desempenham no fortalecimento de nossas comunidades e no desenvolvimento do país. “Ao celebrarmos o Dia da Mulher Emiradense, o lançamento da Visão 50:50 reafirma nosso compromisso de avançar juntos — lado a lado — em parceria rumo ao futuro”, disse.
O vice-presidente, primeiro-ministro e governante de Dubai, Mohammed bin Rashid Al Maktoum, afirmou que os Emirados Árabes Unidos e seu povo celebram nesta quinta-feira o Dia da Mulher Emiradense, que marca cinquenta anos de uma trajetória inspiradora de empoderamento. Segundo ele, a data também simboliza o início de uma nova visão lançada por Fatima bint Mubarak, a “Mãe da Nação”, traçando o caminho para os próximos cinquenta anos de progresso.
“Celebramos as mulheres como mães, irmãs, filhas e esposas... como educadoras de gerações, guardiãs dos valores e parceiras na construção do desenvolvimento nacional. Celebramos seu papel como espírito do país e essência de sua identidade, como companheiras na jornada e verdadeiras protagonistas da mudança”, declarou o xeique Mohammed bin Rashid.
Por orientação de Fatima bint Mubarak, o lema “De mãos dadas, celebramos 50 anos de conquistas” foi escolhido como tema oficial do Dia da Mulher Emiradense de 2025, comemorado em 28 de agosto.
A data coincide com o 50º aniversário da fundação da União Geral das Mulheres e é celebrada nacionalmente como expressão da parceria comunitária e do legado contínuo das mulheres emiradenses ao longo de cinco décadas.
A escolha do tema também está alinhada à decisão do presidente Mohamed bin Zayed Al Nahyan, que declarou 2025 como o Ano da Comunidade, sob o lema “De mãos dadas”. A iniciativa reflete a visão nacional de fortalecer a coesão social e reconhecer o papel central das mulheres na construção do país e no avanço do desenvolvimento sustentável.
A “Visão 50:50 da Mãe da Nação” expressa a estratégia de Fatima bint Mubarak para consolidar o papel das mulheres emiradenses como parceiras centrais no desenvolvimento dos Emirados Árabes Unidos e ampliar sua presença no cenário internacional. A iniciativa reflete a ambição do país de tornar suas cidadãs um modelo global de influência e inspiração, além de ser um chamado à ação, à inovação e à colaboração para garantir que a mulher emiradense esteja no centro das transformações futuras, em sintonia com a Visão Emirados 2071 e com os preparativos rumo a 2075.
A proposta está estruturada em três eixos fundamentais: família e identidade nacional, governança e estratégias, e parcerias internacionais para o desenvolvimento.
A iniciativa representa um compromisso nacional renovado com o empoderamento das mulheres, reafirmando seu papel como modelo inspirador global, se apoiando em mais de meio século de conquistas lideradas por Fatima bint Mubarak, considerada a Mãe da Nação.
A Visão 50:50 da Mãe da Nação tem como objetivo consolidar a posição dos Emirados Árabes Unidos entre os países líderes no aprimoramento da qualidade de vida das mulheres, estabelecendo um padrão global de empoderamento feminino em todas as áreas e nos setores voltados ao futuro. A iniciativa também reforça o status dos Emirados como um dos governos mais avançados do mundo na promoção do protagonismo feminino.
A estratégia busca posicionar o país entre os mais bem colocados internacionalmente na promoção do bem-estar das mulheres, garantindo uma vida segura e digna em todas as fases da vida. Prevê, ainda, o lançamento de programas específicos de apoio a pessoas com deficiência e a mulheres emiradenses idosas, com o uso de ferramentas de análise preditiva para melhorar a qualidade de vida da população feminina como um todo.
Outro eixo central da iniciativa é o desenvolvimento de uma estrutura nacional de governança flexível para as questões femininas, baseada na integração estratégica com os órgãos públicos, a fim de assegurar um empoderamento sustentável. Essa estrutura inclui o fortalecimento do Sistema de Monitoramento do Progresso das Mulheres, a garantia de igualdade de oportunidades na educação, no mercado de trabalho e na economia, além da promoção do equilíbrio entre a vida profissional e as responsabilidades familiares.
A Visão aspira consolidar os Emirados Árabes Unidos como referência global no empoderamento feminino em todos os campos e setores voltados para o futuro. Para isso, prevê a criação de laboratórios nacionais de prospectiva setorial, que funcionarão como aceleradores ágeis para enfrentar desafios e promover a atuação das mulheres em áreas estratégicas, especialmente tecnologia, inteligência artificial, clima e energia — além de orientar a educação de meninas para as ciências do futuro.
As iniciativas também visam ampliar a presença internacional de lideranças femininas emiradenses em cargos de decisão, apoiar sua participação em negociações globais e lançar, a partir dos Emirados, plataformas internacionais voltadas às mulheres, por meio da organização de fóruns e cúpulas mundiais.
A Visão 50:50 reforça o compromisso dos Emirados em manter-se entre os governos mais avançados do mundo na definição do futuro das mulheres, com a adoção de políticas públicas pioneiras, participação ativa na formulação da agenda internacional sobre a questão feminina e assinatura de acordos estratégicos alinhados à visão de longo prazo do país.
O plano também prioriza o estabelecimento de parcerias e alianças internacionais de alto valor que promovam o empoderamento feminino em escala global. Inclui a implementação de iniciativas bilaterais em apoio a mulheres e meninas ao redor do mundo, o fortalecimento da representação dos Emirados Árabes Unidos em agências das Nações Unidas, o lançamento de prêmios internacionais em nome do país para reconhecer conquistas femininas e a valorização das contribuições globais das mulheres emiradenses.
Desde sua criação, a União Geral das Mulheres tem sido um pilar fundamental na trajetória dos Emirados Árabes Unidos rumo ao empoderamento feminino, conduzindo uma história de conquistas ao longo de cinco décadas sob a liderança da xeica Fatima bint Mubarak, a Mãe da Nação, inspirada pela visão do falecido xeique Zayed bin Sultan Al Nahyan, que acreditava que a força da nação reside no empoderamento igualitário de homens e mulheres.
Guiada por essa visão, a liderança dos Emirados manteve o empoderamento feminino no centro da agenda de desenvolvimento do país, permitindo que a nação liderasse indicadores internacionais e consolidasse a mulher emiradense como modelo global de sucesso.
A trajetória da União Geral das Mulheres teve início em 1975, como a primeira entidade oficial dedicada ao empoderamento feminino nos Emirados Árabes Unidos. Nesse período, Fatima bint Mubarak liderava tanto a União Geral das Mulheres quanto a Associação Feminina Al Nahda, estabelecendo as bases para uma agenda nacional abrangente voltada às mulheres.
Atualmente, após cinco décadas de conquistas, xeica Fatima supervisiona mais de 60 instituições dedicadas ao empoderamento feminino e da família, sendo 40 entidades nacionais e mais de 20 organizações internacionais.
Ela patrocinou a primeira delegação oficial de mulheres dos Emirados à Conferência Mundial sobre as Mulheres, realizada no México em 1975, e hoje apoia mais de 20 prêmios nacionais, regionais e internacionais voltados ao desenvolvimento de mulheres, crianças e famílias — em áreas como educação, esportes, memorização do Alcorão e ações humanitárias. Esses esforços consolidaram significativamente o protagonismo das mulheres emiradenses no cenário local e global.
Desde o início, a educação das mulheres foi considerada um pilar fundamental do empoderamento. Em 1975, a taxa de analfabetismo feminino era de 62%, mas caiu drasticamente para 1,6% em 2024.
O número de matrículas no ensino geral passou de 27.021 alunas em 1975 para 890.341 em 2024. Atualmente, as mulheres representam 52,6% dos formandos nas universidades, sendo que 64% das graduadas se especializam em disciplinas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM, na sigla em inglês).
Atualmente, há 1.344 estudantes emiradenses cursando o ensino superior em 17 países. Ao mesmo tempo, o número de professoras aumentou de 2.755 em 1975 para mais de 120.876 em 2024, refletindo o papel crescente das mulheres do país na formação das novas gerações.
As mulheres emiradenses têm desempenhado um papel de destaque no governo. Em 1984, os Emirados Árabes Unidos nomearam a primeira mulher para o cargo de subsecretária-adjunta, marco histórico na participação feminina na formulação de políticas públicas.
Em 2004, Lubna Khalid Al Qasimi tornou-se a primeira mulher a ocupar um ministério na história do país, como ministra da Economia e Planejamento. Em 2025, 42 cargos de liderança sênior nos ministérios, nas subsecretarias e em agências federais são ocupados por mulheres, que representam 24% do gabinete dos Emirados.
Em 1978, foi criado o Centro de Patrimônio e Artesanato, a primeira instituição dedicada a apoiar artesãs e preservar o patrimônio cultural emiradense. Ao longo de 47 anos, o centro já apoiou mais de 5 mil artesãs emiradenses e 4 mil famílias produtoras, com um volume de apoio financeiro superior a 200 milhões de dirhams (cerca de US$ 54,4 milhões).
Os Emirados Árabes Unidos ingressaram na União das Mulheres Árabes com o objetivo de fortalecer a cooperação regional e têm incentivado ativamente a participação das mulheres emiradenses em ações de voluntariado e trabalho humanitário, tanto no país quanto no exterior.
Em 1982, a xeica Fatima bint Mubarak organizou o primeiro festival beneficente destinado a apoiar órfãos e vítimas de desastres, inaugurando uma abordagem humanitária que ultrapassou as fronteiras do mundo árabe.
Até 2025, as contribuições humanitárias das mulheres dos Emirados já alcançaram mais de 50 países, refletindo a visão global dos Emirados Árabes Unidos de promover a solidariedade e o desenvolvimento.
Durante esse período, o foco se voltou para a ampliação dos serviços de saúde voltados às mulheres e às crianças. A taxa de mortalidade materna a cada 100 mil nascidos vivos caiu significativamente, passando de 19 óbitos em 1985 para 2,5 em 2023. Foi lançado o Projeto Nacional Zayed de Educação em Saúde, com o objetivo de promover a conscientização sobre cuidados preventivos e saúde pública.
Em 1986, Fatima Mubarak recebeu o primeiro reconhecimento internacional do Fundo de População das Nações Unidas, marcando o início de uma trajetória notável repleta de prêmios e homenagens. Ao longo dos anos, ela foi agraciada com um total de 800 distinções, incluindo 81 de organizações internacionais, 718 de instituições regionais e locais, além de 10 títulos de doutora honoris causa, em reconhecimento aos seus esforços pioneiros em defesa das causas femininas.
No esporte, Fatima Mubarak foi responsável por lançar as bases de instituições de destaque, a começar pela criação do primeiro clube esportivo feminino, em 1986. Depois vieram a fundação da primeira academia esportiva voltada para mulheres, em 2010; o lançamento da primeira federação feminina de esportes, em 2022; e, em 2024, a criação da primeira plataforma unificada para o esporte feminino do Golfo. Essas iniciativas evoluíram de ações pontuais para uma estratégia abrangente de longo prazo, com impacto.
Essa fase marcou uma virada qualitativa na trajetória da União Geral das Mulheres com a inauguração de sua sede em Abu Dhabi e a criação de centros de serviços pioneiros. Entre eles estão o Centro de Emprego para Graduadas, voltado ao apoio de mulheres emiradenses em sua inserção no mercado de trabalho; o Centro de Informação, para formação em alfabetização digital; o Centro de Desenvolvimento e Treinamento Feminino, com foco na capacitação de mulheres em diversos setores; e o Escritório de Visão e Reconciliação Familiar, que atua no fortalecimento da coesão familiar com base em marcos legais. Foi também lançada a Sala Jawhara, destinada à exposição dos prêmios e homenagens concedidos a Fatima Mubarak.
Os Emirados Árabes Unidos reforçaram sua presença institucional com a criação do Conselho Supremo para a Maternidade e a Infância e o lançamento do Fundo Fatima para Mulheres e Crianças Refugiadas, consolidando o papel do país como líder em iniciativas humanitárias na região e no cenário internacional. Esses esforços contribuíram para a criação da Organização das Mulheres Árabes e elevaram a posição dos Emirados em fóruns árabes.
No campo político, foi lançada a Estratégia Nacional para o Avanço das Mulheres — a primeira do tipo no Conselho de Cooperação do Golfo — junto com o Programa das Mulheres Parlamentares Árabes, que formou uma nova geração de líderes emiradenses e desenvolveu suas competências para a atuação legislativa. Essas iniciativas culminaram em um marco histórico em 2006, quando as mulheres dos Emirados participaram pela primeira vez de eleições parlamentares, com a nomeação da primeira mulher a presidir um parlamento no mundo árabe.
Hoje, essa trajetória pioneira se traduz em resultados concretos: as mulheres representam 50% do Conselho Nacional Federal, reforçando a posição dos Emirados Árabes Unidos, sob a liderança de Fatima Mubarak, como modelo de empoderamento e sustentabilidade, e consolidando a mulher emiradense como parceira plena na construção do desenvolvimento nacional abrangente.
Nesta fase, as mulheres emiradenses passaram a estar plenamente qualificadas para participar de todos os aspectos do desenvolvimento nacional. Fatima Mubarak fundou a Faculdade de Ciências da Saúde Fatima e lançou o projeto “Mulheres e Tecnologia”. O Programa de Integração de Gênero foi introduzido em parceria com as Nações Unidas, juntamente com a Estratégia de Mídia para Mulheres Árabes e a Rede de Mulheres Árabes no Exterior. No campo esportivo, lançou o Programa do Golfo para Quadros Femininos do Esporte, refletindo a abrangência e a profundidade de sua visão para o empoderamento feminino na região e além.
Em um passo nacional inspirador, o Dia da Mulher Emiradense foi instituído como uma data anual para celebrar as crescentes conquistas das mulheres do país e reafirmar seu papel como parceiras em condições de igualdade na construção de um desenvolvimento nacional sustentável.
As mulheres emiradenses deixaram de ser apenas parceiras no desenvolvimento para se tornarem líderes e protagonistas da transformação. A Estratégia Nacional para o Empoderamento e a Liderança das Mulheres 2015–2021 foi lançada, seguida pela Política Nacional para o Empoderamento das Mulheres 2023–2031, formando um marco abrangente para fortalecer o papel feminino em todos os setores.
Os Emirados Árabes Unidos sediaram o primeiro escritório de representação da ONU Mulheres no Golfo, com sede na União Geral das Mulheres, consolidando a posição do país como um centro regional e global de promoção da igualdade de gênero. As iniciativas lideradas por mulheres emiradenses se expandiram internacionalmente, apoiando mulheres em dezenas de países em áreas como capacitação técnica, agricultura sustentável, paz e segurança.
Esses esforços incluem o Plano de Ação Nacional dos Emirados Árabes Unidos para a implementação da Resolução 1325 do Conselho de Segurança da ONU, a Iniciativa Fatima para Mulheres, Paz e Segurança, e a criação do Centro Fatima Mubarak para Mulheres, Paz e Segurança, em cooperação com a ONU Mulheres.
Outras iniciativas relevantes incluem o Observatório Árabe para o Desenvolvimento Econômico das Mulheres, o Programa de Empoderamento das Mulheres Rurais na África, a iniciativa Pulso Cibernético para Mulheres e Famílias, e o programa “Plantamos pela Sustentabilidade”. Além disso, foi firmado um acordo com a União Internacional de Telecomunicações (UIT) para capacitar mulheres africanas em inovação digital, programação, inteligência artificial e tecnologias avançadas, promovendo sua participação na economia digital e ampliando oportunidades para criatividade e empreendedorismo.
Com base nesse legado, foi lançada a Visão 50:50 da Mãe da Nação como um marco integrador que reúne todas as estratégias e políticas voltadas para as mulheres, reafirmando o compromisso de longo prazo dos Emirados Árabes Unidos com o empoderamento feminino e posicionando as mulheres emiradenses como modelos globais de inspiração e impacto. A visão representa uma estratégia nacional abrangente que reforça a liderança do país na construção de um desenvolvimento sustentável e equilibrado, assegurando a participação ativa das mulheres na construção do futuro, tanto em âmbito nacional quanto internacional.
Ancorada em três pilares centrais — família e identidade nacional, governança e quadros estratégicos, e parcerias internacionais para o desenvolvimento —, a visão estabelece metas claras para melhorar a qualidade de vida das mulheres emiradenses, consolidar o papel dos Emirados como modelo global de empoderamento e colocar o país entre os governos mais avançados do mundo na promoção do futuro das mulheres. Com horizonte até 2075, a Visão 50:50 da Mãe da Nação materializa o compromisso nacional de longo prazo com o progresso das mulheres, apresentando-se como um modelo global de desenvolvimento sustentável que equilibra identidade nacional com inovação, inclusão e progresso.
Noura Khalifa Al Suwaidi, secretária-geral da União Geral das Mulheres, expressou seu orgulho pela trajetória de cinco décadas da entidade e pelas conquistas notáveis das mulheres emiradenses. Ela afirmou que as diretrizes de Fatima Mubarak sempre inspiraram os esforços nacionais para ampliar o papel das mulheres, garantir oportunidades em todas as fases da vida e fortalecer sua contribuição para o desenvolvimento do país.
Ela destacou que o lançamento da Visão 50:50 da Mãe da Nação representa um renovado compromisso nacional em assegurar a participação ativa das mulheres emiradenses no centro do desenvolvimento futuro, elevando a posição dos Emirados como líder global em empoderamento feminino e impulsionando o alcance das ambiciosas metas da Visão Centenária dos Emirados até 2071, com confiança e determinação rumo a 2075.