ABU DHABI, 8 de setembro de 2025 (WAM) — Como parte de seu compromisso com a transparência e a oferta de análises detalhadas sobre o desenvolvimento do setor de aviação civil, a Autoridade Geral de Aviação Civil dos Emirados (GCAA, na sigla em inglês) lançou uma nova série de relatórios analíticos intitulada “Um olhar mais atento: a aviação civil nos Emirados Árabes Unidos”.
A iniciativa busca destacar marcos importantes, desafios e oportunidades futuras com base em dados oficiais e na experiência operacional acumulada. Também lança luz sobre a estratégia adotada pelos Emirados para se consolidar como um polo global decisivo, influenciando o presente e moldando o futuro da aviação civil.
A aviação civil tem sido um dos pilares do rápido desenvolvimento dos Emirados Árabes Unidos, atuando como motor de crescimento econômico e ampliando a influência do país no cenário internacional. O setor se apoia em uma infraestrutura robusta, que inclui aeroportos internacionais de alta capacidade, sistemas de navegação aérea avançados e um espaço aéreo moderno e flexível. Além da infraestrutura física, o ecossistema abrange fábricas de montagem de aeronaves, produtores de combustível sustentável de aviação, prestadores de serviços especializados e logística avançada, todos essenciais para a eficiência e a resiliência do setor.
Essa infraestrutura integrada foi concebida não apenas para atender às demandas atuais, mas também para abraçar o futuro da aviação, incorporando tecnologias de ponta como mobilidade aérea avançada e aeronaves autônomas.
Dos modestos primórdios como escala de reabastecimento em Sharjah, nos anos 1930, para voos entre a Grã-Bretanha e a Índia, a aviação civil nos Emirados deu um salto decisivo em 1960, com a criação do Aeroporto de Dubai, o primeiro do país, ainda em operação. Com pista de areia compactada e terminal modesto, o aeroporto evoluiu continuamente, integrou-se ao Conselho Internacional de Aeroportos nos anos 1980 e consolidou-se como o primeiro aeroporto internacional do país.
Paralelamente, os Emirados investiram em infraestrutura aérea em todo o território, com destaque para o Aeroporto Internacional de Abu Dhabi — rebatizado em 2024 como Aeroporto Internacional Zayed —, além dos aeroportos de Sharjah, Ras Al Khaimah e Fujairah.
Em apenas cinco décadas, o setor aéreo se transformou em um sistema global totalmente integrado, com uma rede sofisticada de infraestrutura em todos os emirados, incluindo:
- 12 aeroportos certificados, sendo 8 internacionais
- 100 heliportos (alguns em desenvolvimento para operar aeronaves elétricas de pouso vertical, além de helicópteros)
- 35 operadores aéreos registrados nos Emirados, incluindo 5 companhias nacionais
- 383 operadores estrangeiros registrados no país
- 189 acordos bilaterais de transporte aéreo, cobrindo 97% dos países do mundo
- Conexões aéreas com 304 aeroportos em 109 países
- 162 novas rotas internacionais abertas apenas nos últimos cinco anos
- Índice de conectividade aérea internacional 39% maior na região e 15% maior globalmente entre 2014 e 2024
- Média de 857 voos internacionais de saída por dia
- Frota nacional de 960 aeronaves registradas, incluindo 520 operadas por companhias do país, com mais de 4,8 mil voos semanais ao redor do mundo
- O Aeroporto Internacional de Dubai (DXB) segue há mais de uma década como o mais movimentado do mundo em passageiros internacionais e líder global em assentos programados, com 5,34 milhões de assentos de saída em agosto de 2025 (10,68 milhões considerando ambos os sentidos), segundo relatório mensal da OAG
- Tráfego de passageiros acumulado cresceu 33,6% na última década
- Capacidade atual de processamento superior a 160 milhões de passageiros por ano
Segundo dados de 2023, os Emirados concentraram 2,3% do tráfego internacional global de passageiros e 32,2% do regional, consolidando-se como um dos países mais conectados do mundo por via aérea. O crescimento rápido é fruto de planejamento estratégico nacional, liderança visionária, investimentos direcionados e compromisso com a excelência operacional.
Em 2024, os céus dos Emirados registraram mais de 1 milhão de movimentos de aeronaves, tornando-se um dos corredores aéreos mais movimentados da região.
De acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), o setor aéreo dos Emirados gera mais de US$ 92 bilhões anuais para a economia nacional, respondendo direta e indiretamente por cerca de 18% do PIB. O emprego direto em companhias aéreas, operadores de aeroportos, serviços de navegação aérea e fabricantes do setor soma 206,8 mil postos de trabalho, com impacto econômico direto de US$ 26,6 bilhões (5,3% do PIB). No total, incluindo cadeias de suprimento, consumo e turismo, o setor sustenta cerca de 991,5 mil empregos.
A aviação também exerce papel essencial no comércio internacional: em 2024, os Emirados movimentaram 4,36 milhões de toneladas de carga, sendo o sétimo maior mercado aéreo de cargas do mundo.
Além do impacto econômico, a aviação nos Emirados apoia famílias, promove intercâmbio cultural, amplia acesso à educação e à saúde, e contribui para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. As viagens aéreas tornaram-se mais acessíveis, com queda real média de 35% nas tarifas entre 2011 e 2023. Nesse último ano, houve 3.668 voos para cada mil habitantes.
O setor aéreo dos Emirados se consolidou como referência global, mostrando como o investimento estratégico em infraestrutura de transporte aéreo pode impulsionar o desenvolvimento econômico e social sustentável, garantindo o futuro da economia e da sociedade do país.