VIENA, 11 de setembro de 2025 (WAM) – A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), em seu Relatório Mensal do Mercado de Petróleo (MOMR) de setembro de 2025, destacou que as atividades não ligadas ao petróleo nos Emirados Árabes Unidos continuam a demonstrar forte resiliência, com crescimento estável da produção geral.
O documento registrou que o Índice de Gerentes de Compras (PMI) do país se recuperou em agosto, chegando a 53,3, após ter recuado em julho para 52,9 — o nível mais baixo em quatro anos — devido à incerteza regional e à intensificação da concorrência, que afetaram novos pedidos.
A Opep ressaltou ainda que a resiliência macroeconômica do país foi refletida na manutenção da nota de crédito soberano “AA-”, com perspectiva estável, pela Fitch Ratings, reforçando a solidez dos ativos soberanos e aumentando a confiança dos investidores.
O desempenho positivo do comércio não petrolífero também fortaleceu os esforços de diversificação, com o comércio exterior crescendo 24% no primeiro semestre de 2025 — muito acima da média global, de 1,8%. Segundo o relatório, esse resultado consolida o papel dos Emirados como hub global de comércio e sustenta o dinamismo dos setores não petrolíferos ao longo do ano.
O turismo foi apontado como outro motor de crescimento, com Dubai recebendo quase 10 milhões de visitantes nos primeiros seis meses do ano. O resultado está alinhado à agenda econômica “D33”, que busca posicionar Dubai como um dos principais destinos globais, contribuindo para a arrecadação fiscal e para a estabilidade macroeconômica.
No mercado global de petróleo, o relatório afirmou que a previsão para o crescimento da demanda mundial em 2025 permanece em cerca de 1,3 milhão de barris por dia (mb/d), na comparação anual, sem alterações em relação ao mês anterior. Nos países da OCDE, a demanda deve aumentar em aproximadamente 0,1 mb/d em 2025, enquanto a dos países fora da OCDE deve subir cerca de 1,2 mb/d.
Para 2026, a Opep projeta crescimento de 1,4 mb/d na demanda mundial, também inalterado em relação ao relatório anterior. Desse total, a demanda da OCDE deve subir 0,2 mb/d, enquanto a dos países fora da OCDE deve avançar 1,2 mb/d. O documento acrescenta que os combustíveis para transporte — como gasolina, querosene de aviação e diesel — devem permanecer como os principais motores da demanda nos dois anos, seguidos de perto por GLP e nafta, usados na indústria petroquímica.