Mansour bin Zayed participa, em nome do presidente dos Emirados, de cúpulas extraordinária do CCG e árabe-islâmica de emergência

DOHA, 15 de setembro de 2025 (WAM) – Em nome do presidente, xeique Mohamed bin Zayed Al Nahyan, o xeique Mansour bin Zayed Al Nahyan, vice-presidente, primeiro-ministro adjunto e presidente do Gabinete Presidencial, chefiou a delegação dos Emirados Árabes Unidos na sessão extraordinária do Conselho Supremo do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) e na Cúpula Árabe-Islâmica de Emergência, inauguradas pelo xeique Tamim bin Hamad Al Thani, emir do Estado do Qatar.

Com a participação de diversos líderes de países do Golfo, árabes e islâmicos, além de chefes de governo, representantes e organizações regionais, os dois encontros discutiram a agressão israelense contra território qatariano.

A delegação dos Emirados contou com o xeique Abdullah bin Zayed Al Nahyan, vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores; Khalifa Shaheen Al Marar, ministro de Estado; xeique Shakhboot bin Nahyan Al Nahyan, ministro de Estado; Mohammed bin Mubarak bin Fadel Al Mazrouei, ministro de Estado para Assuntos de Defesa; Lana Zaki Nusseibeh, ministra de Estado; e Saeed Mubarak Al Hajeri, ministro de Estado.

Em comunicado distribuído durante a cúpula árabe-islâmica, os Emirados reafirmaram total apoio ao Qatar diante da agressão israelense e a todas as medidas que o país venha a adotar para proteger sua segurança, estabilidade, soberania e integridade territorial. O texto destacou a necessidade de respeitar o direito internacional e a soberania dos Estados como forma de conter Israel e alcançar a paz, reforçando que o Qatar “não está sozinho” e que a voz unida dos países árabes e islâmicos deve resultar em mudanças concretas.

“A região atravessa uma fase perigosa de instabilidade e rápidas transformações, o que exige maior coordenação e cooperação entre nossos países para preservar a segurança, a estabilidade regional e garantir desenvolvimento e prosperidade para nossas nações e povos”, dizia o comunicado.

O texto lembrou o bombardeio israelense contra Doha, capital do Qatar, em 9 de setembro, classificado como agressão e violação flagrante do direito internacional, incluindo as cartas da ONU, da Organização para a Cooperação Islâmica e da Liga Árabe. “Os Emirados condenaram o ataque nos termos mais fortes, considerando-o uma escalada irresponsável, expressaram solidariedade plena ao Qatar – sua liderança e seu povo – e transmitiram condolências pela morte de um membro da Força de Segurança Interna do país”, acrescentou a nota.

O comunicado advertiu ainda que essa escalada por parte de Israel, acompanhada de ameaças de anexação de terras palestinas e agressões a países vizinhos, mina os esforços por uma paz duradoura e amplia os ciclos de violência, extremismo e caos, justamente quando a região mais necessita de cessar-fogo, diálogo e desescalada.

Os Emirados instaram a comunidade internacional, em especial o Conselho de Segurança da ONU, a assumir suas responsabilidades legais e morais para conter Israel e pôr fim às agressões. “Essa conduta agressiva demonstra desprezo pela estabilidade regional, empurrando a área para maior tensão e conflito. Sem uma posição firme e dissuasória da comunidade internacional, esses ataques indiscriminados terão graves repercussões para a paz e a segurança regionais e globais, criando uma situação intolerável”, afirmou o texto.

O comunicado também reforçou que a segurança dos Estados do CCG é indivisível e que os Emirados se mantêm “total e firmemente” ao lado do Qatar. “Que Deus proteja o Qatar– sua liderança e seu povo – e salvaguarde os Estados do Golfo”, concluiu a nota.

Por fim, os Emirados agradeceram a todos os que contribuíram para a preparação da cúpula e expressaram a esperança de que a região supere os atuais desafios, reduza as tensões e restaure a calma, assegurando que prevaleçam a segurança, a paz e a estabilidade.