Presidente da Autoridade Nacional de Mídia diz que Emirados tratam setor como investimento soberano na estabilidade social

ABU DHABI, 15 de janeiro de 2026 (WAM) — O presidente da Autoridade Nacional de Mídia, Abdulla bin Mohammed bin Butti Al Hamed (NMA, na sigla em inglês), afirmou que os Emirados Árabes Unidos veem a mídia como um investimento soberano na estabilidade social, e não como um setor secundário. Segundo ele, a liderança do país considera o setor um parceiro estratégico na construção do futuro e um elemento central para ampliar a conscientização, fortalecer a confiança e reforçar a coesão social.

Al Hamed afirmou que os Emirados administram a mídia nacional com base em governança e com ferramentas profissionais de influência, o que, na avaliação dele, transformou o setor em uma ponte de comunicação entre membros da sociedade, em motor de desenvolvimento sustentável e em um instrumento de “soft power” capaz de transformar discurso em impacto e visão em realidade. Ele disse que cresce a necessidade de uma mídia responsável, que lidere sem se deixar arrastar e influencie sem induzir ao erro.

A declaração foi feita durante uma palestra principal no Fórum Internacional de Gestão de Projetos de Dubai, com o tema “Construindo pontes entre comunidades: a mídia como ecossistema nacional para liderança de impacto | governança | geração de impacto”.

O dirigente afirmou que, hoje, a mídia representa uma infraestrutura “suave” que molda a forma como as pessoas se compreendem, como se fosse uma ponte invisível sobre a qual se constrói a consciência coletiva. Ele alertou que, se essa estrutura não for conduzida com sabedoria, pode se tornar fonte de divisão, em vez de coesão.

Al Hamed disse que uma mídia mal conduzida pode abrir fissuras profundas dentro de uma mesma sociedade e defendeu que a coesão social não se mantém com emoção ou slogans, mas com um sistema profissional que respeite a diversidade e administre diferenças com inteligência estratégica.

Destacou ainda que uma mídia forte não se baseia em excluir nem marginalizar vozes divergentes. Segundo ele, o setor deve criar uma linguagem comum para um diálogo construtivo que una, em vez de dividir. Al Hamed acrescentou que toda sociedade coesa e estável depende de uma mídia que explique e esclareça, e não de uma comunicação que incite ou provoque.

O presidente da Autoridade Nacional de Mídia disse que, na era moderna, a mídia deixou de ser apenas uma ferramenta técnica de transmissão de mensagens e informação e passou a ser um projeto nacional integrado voltado a aproximar diferentes segmentos sociais. Ele também a descreveu como pilar central na formação de um tecido social resiliente.

Al Hamed afirmou que a mídia responsável não busca ganhos de curto prazo, mas investe na proteção do futuro. Para ele, a polarização que afeta o mundo não é inevitável, mas resultado direto de discursos apressados ou sem disciplina que se alimentam da divisão.

Segundo ele, a força de uma mídia consciente está na capacidade de administrar com habilidade a diversidade cultural e intelectual sem enfraquecer a unidade da narrativa social. Al Hamed disse que influenciar o pensamento público não significa controlar o discurso, mas orientá-lo com sabedoria para o interesse coletivo.

O dirigente enfatizou que construir pontes entre sociedades exige coragem para dizer a verdade em linguagem inclusiva, que supere a exclusão. Ele disse que uma mídia estrategicamente conduzida se torna um fator de equilíbrio em momentos de crise, e não um instrumento de escalada.

Ao falar sobre desinformação, Al Hamed salientou que informação falsa não representa apenas um risco para a mídia, mas uma ameaça direta à confiança social, que ele descreveu como o capital mais valioso que um país pode ter.

Ele defendeu uma gestão de riscos no setor que seja preventiva, e não reativa, e disse que toda mensagem sem cálculo tem um custo real para o projeto nacional e afeta negativamente o curso do desenvolvimento abrangente.

Ao definir o conceito de mídia sustentável, Al Hamed explicou que se trata de uma comunicação regida por valores e princípios éticos antes de leis e regulamentos. Para ele, o sucesso da governança do setor não se mede pelo volume de normas, mas pela capacidade real de proteger a confiança entre instituições de mídia e o público e de preservar a credibilidade.

O presidente da Autoridade Nacional de Mídia afirmou que qualquer projeto sem estratégia clara de comunicação corre risco de fracassar e disse que o papel do setor não é maquiar a realidade, mas contextualizar desafios de forma a fortalecer a confiança. Segundo ele, a mídia não administra apenas informações, mas também emoções e a estabilidade psicológica da sociedade, especialmente em períodos de grandes transformações.

Al Hamed disse ainda que consolidar a reputação nacional não depende de campanhas ou slogans, mas de um processo cumulativo formado pela convergência entre comportamento real, discurso equilibrado e experiência autêntica. Ele afirmou que a imagem de um país se constrói pela credibilidade da informação antes da estética da mensagem.

Ele acrescentou que reputação é um ativo de longo prazo moldado por cada detalhe vivido por pessoas dentro e fora do país e disse que o alinhamento entre palavras e ações é essencial para conquistar confiança internacional.

O dirigente afirmou que a grandeza de uma nação não é medida pelo que ela diz sobre si mesma, mas pelo que o mundo percebe em suas ações.

Ao encerrar, Al Hamed disse que a mídia é a principal interface soberana que traduz as aspirações do projeto nacional para o mundo e afirmou que, quando tratada como um sistema integrado, seu impacto deixa de ser passageiro e passa a ser duradouro.